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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Hermano.

Os pestinhas, digo, os irmãos.

Hoje é o aniversário do meu irmão preferido. Tá, do meu único irmão...rs. Parabéns Vi! Felicidades e realizações, sempre. Amo você!

Mas, como fazer um post de aniversário já é coisa repetida, resolvi contar uma, apenas uma peripécia dos irmãos quando crianças.

Eu devia ter uns 9 anos, ele uns 4. Minha mãe foi até o mercadinho perto de casa e nos deixou sozinhos por uns minutos. Mas até nós, que não fomos crianças bagunceiras e arteiras, tínhamos nossos momentos de "no sense" e aprontávamos das nossas. Esses minutos nos deram uma boa ideia.

Gostávamos de brincar de circo. Equilibristas, mais precisamente. Eu deitei no sofá e o ergui ao ar, segurando suas mãos e colocando meus pés na sua barriga. Visualizou a cena?

Pois bem. O menino caiu pro lado, em cima de uma mesinha com tampo de vidro que ficava ali, ao lado do sofá. O que nós fizemos? Corremos pro quarto e ficamos ali, fingindo que nada tinha acontecido.

Minha mãe chegou e logo viu o estrago. Nos perguntou o que havia acontecido. E nós dissemos que não sabíamos, que ouvimos um estralo mas estávamos no quarto e não vimos nada.

A mãe, claro, sabia que aquilo era mentira, e continuou falando até que confessamos, entre lágrimas. Mas minha mãe é a paciência em pessoa e não brigou, não bateu, só nos deu uma bronca moral e alertou sobre o perigo.

Nosso medo era só da bronca da mãe, nenhum dos dois sem juízo pensou que cair sobre o vidro era perigoso e que ele poderia ser cortado em mil pedaços se machucar.

Então, meu irmão, amo você exatamente por isso, entre outras coisas. Minha infância foi muito mais feliz por você ter feito parte dela!!!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Ivete.

(Imagem meramente ilustrativa)




Quando comecei a pensar em tirar a chupeta da Ana Elisa, pensei também em tentar dar algum bichinho ou boneca pra que ficasse na hora de dormir. Mas o "deschupetamento" (essa palavra existe?...rs) foi tão tranquilo, tão natural, que não foi necessário.

Ela pegava algum "amiguinho" e punha na cama, mas não se apegava. Era mais um enfeite que um companheiro de aventuras no mundo dos sonhos. Até que ela chegou.

Um dia, procurando uma boneca pra levar à escola no dia de brinquedo, encontrou uma que ganhou de presente da minha tia. Levou, brincou, e ficou com ela em casa.

Eu guardava a boneca, ela pegava de volta. E de novo. E de novo. Até que cansei e deixei a boneca de fora da caixa. De tanto brincar com essa boneca, escolheu um nome. Eu sempre ajudo na escola dos nomes das bonecas, mas essa foi escolha única e exclusiva dela.

A boneca ganhou o nome de Ivete. Ivete Sangalo. Sim, sou avó de uma estrela da música...rs.

Onde vamos, Ivete vai junto. A roupa ficou tão surrada, que tive que comprar outra. Uma amiga minha achou que a boneca tinha sido ganha já usada, porque a cor já mudou. E se a Ivete não está junto na hora de dormir, ou se Ana acorda e não vê, é choro na certa.

De verdade verdadeira, acho muito bonitinha essa relação. Foi escolha da pequena, foi natural, e elas viraram grandes e inseparáveis amigas! Talvez ela leve Ivete quando for pra faculdade, assim como no filme. =)