Muito se falou e se leu nesses dias sobre o movimento das mães denominado "Mamaço". Quer saber mais? Clique na palavra e vá direto ao link da Folha, que fala mais sobre o assunto.
Acompanhei vários blogs que defenderam o direito de amamentar livremente, onde quer que seja. E também vi alguns (poucos) que acham que o Itaú Cultural tem lá seu direito de ter suas regras do que pode ou não pode fazer em suas dependências.
Pensei, pensei e cheguei a algumas conclusões. Partilho algumas com vocês:
- Talvez o Itaú Cultural devesse ter alguma sala reservada para que as mães dêem de mamar mais a vontade, sem precisar sentar em qualquer lugar pra saciar a fome de seu rebento.
- Nenê não escolhe hora e nem lugar pra mamar, isso é fato. Então os organizadores também deveriam ter usado de bom senso pra lidar com a questão.
- Mães unidas jamais serão vencidas. Eles mexeram com a raça mais unida e ciente do seu papel na sociedade. Cada vez mais as mães lutam por uma maternidade mais natural, com parto normal e amamentação em livre demanda a todo custo. Então, estava na cara que elas (digo elas porque não fiz parte do movimento) fariam algo a respeito.
- As redes sociais estão abertas a todo tipo de gente. Nunca se sabe se a foto é um álbum de família ou um doido pedófilo. Talvez a triagem deva ser melhor feita.
- Não postei foto amamentando por 3 motivos. Primeiro é que não tenho nenhuma no meu computador, somente impressa. Segundo porque consegui amamentar tão pouco tempo que mal deu pra tirar fotos. Terceiro porque não me sentia a vontade amamentando em público, que dirá pedir pra alguém ficar fotografando. Sair de casa, pra mim, era um martírio. Só em pensar que ela podia querer mamar enquanto estivéssemos fora de casa me dava agonia. Eu tinha muita dificuldade na amamentação, não dava pra simplesmente tirar a peitola, botar na boca da criança e cobrí-la com uma manta. Tinha toda uma técnica, todo um jeito, e não era no meio do supermercado que eu faria aquilo.
Mas esse "pudor" é meu, não quero que ninguém concorde e nem que apoie. Acho super válido as mães lutarem por aquilo que acreditam e sejam ouvidas. Mas isso não quer dizer que todos precisem concordar. Afinal, vivemos numa democracia, ou não?
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segunda-feira, 23 de maio de 2011
domingo, 24 de outubro de 2010
Amamentação.
Como eu já disse aqui no blog, amamentação foi um assunto que eu quase ignorei durante a gestação (até fiz massagem com bucha vegetal e tal, mas não passou disso), e talvez essa minha ignorância tenha me atrapalhado no período em que mãe e filho estão se conhecendo.
Aí vem aquele lance de livre demanda x rotina. Olha, acho que na teoria a livre demanda é mais legal, o bebê ganha mais peso e tem o direito de escolha, mas na prática não é bem assim.
A mãe não tem hora pra nada. E quando digo nada é nada mesmo! Ana Elisa mamava a toda hora (depois descobri que não tinha mamado o suficiente), e a coisa piorava quando ia anoitecendo. Meu pai dizia que era a "crise das 18h"...rs. Ela chorava, nada estava bom, nem mesmo mamar a acalmava. Mas em contrapartida ela dormia bem a noite, e aí eu podia descansar um tiquinho.
Nesse período eu não podia programar nada. Vi que algumas mães conseguiam deixar suas crias pra poder ir ao salão tratar os cabelos, ou fazer as unhas, fazer comprinhas básicas ou até mesmo almoçar/jantar fora com o marido.
Aqui isso não rolava. Ana Elisa ia comigo pra todo canto, e se eu não podia levá-la ela também não ia. Não me arrependo disso, mas confesso que nesse período, em que já estamos passando por tantas mudanças, o fato de ter que abrir mão totalmente de tudo que me fazia sentir bem pesou um pouco.
A primeira vez que fiz as unhas e tratei o cabelo depois que ela nasceu foi para o seu batizado, e ela tinha pouco mais de 2 meses. Me senti renovada e feliz com aquele meu momento, e isso refletiu na minha calma com ela também. Só que nessa fase ela já alternava mamadas no peito e leite artificial, então se reclamasse dava pra dar mamadeira na boa.
O que estou querendo dizer? Bem, não sou dona da verdade e nem pretendo ser, mas levanto a bandeira de que não há uma verdade universal, que seja boa pra todas as mães.
Se você dá peito em livre demanda, parabéns. Se estabeleceu uma rotina, legal. Se teve que partir pra mamadeira, não sinta-se mal, saiba que seu filhote sente o mesmo carinho só pelo seu toque e atenção. Se você consegue deixar uma criança pequena com alguém para sair, é felizarda! Mas, se como eu, raramente consegue alguém pra ficar com a cria, não ache que é o fim do mundo. Encare como um período transitório, porque logo a criança cria asas e você até vai sentir falta do tempo em que eram grudados...
Para lembrar:
Amamentação
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Foi assim...

Oi people!
Chegamos da casa da sogra. Demos banho na Ana Elisa ("demos" porque marido deu banho no chuveiro, eu auxilio e troco), ela capotou e marido tá vendo TV. Passei por aqui só pra ver uns e-mails, mas não resisti. O banho espera um pouco...rs.
Hoje a tarde a pequena e eu fomos ao shopping encontrar umas amigas e amiguinhas. É que as mamães são minhas amigas, e as filhas amiguinhas da guria...rs.
O encontro foi massa, é bom jogar papo fora, trocar figurinhas e não pensar na pilha de roupa pra passar (aff, pula essa parte).
Falamos sobre muitas coisas, desde amamentação a cinema com filhos junto. E essa tal de amamentação é realmente complicada.
Eu achava que a nenê ia chegar no quarto, eu tirava o peito, botava na boca dela e pronto! Tava feito!
Ah, que engano imenso... Ninguém me contou que precisava de um bom bico (bico do peito, assunto meio constrangedor pra alguns, mas essencial nessa área), que tinha jeito certo da "pegada", que poderia doer, o bico rachar, não sair leite suficiente, etc e tal.
Eu achava lindo aquelas mulheres amamentando, achava aquele momento sublime, único. E é mesmo. Só que quando você sente muita dor nessa hora, fica difícil só curtir.
Infelizmente eu só pude amamentar minha guria até os 3 meses. Mas não era amamentação exclusiva. Desde o 1º mês tive que complementar as mamadas com leite artificial.
Me senti péssima, Deusolivre! Achava que não seria boa mãe, que não teria o mesmo carinho entre a gente e outras asneiras mais. Mas ainda bem que o tempo ensina. Não adianta, a falta de bom "equipamento" fez com que ela mamasse pouco, e aí não produzia leite, e aí não ia mamar mesmo! Só que isso não fez com que nossa cumplicidade diminuísse e nem nada do tipo. Pelo contrário, como não tínhamos esse momento nosso, de contato tão intenso, eu fazia de todo contato que tínhamos no dia um momento de muito carinho, e isso nos aproximou de uma forma que eu nem sonhava ser possível.
Hoje digo, sou a favor da amamentação sim, mas desde que mãe e filho estejam sendo beneficiados nisso.
E se não puder amamentar, viva o Leite Artificial!!!
Para lembrar:
Amamentação,
Filhos.
