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terça-feira, 6 de junho de 2017

Ser mãe.

Ser mãe é um eterno aprendizado. Ser mãe é viver a tal da culpa em sua plenitude. Ser mãe é se questionar a cada decisão tomada.

É terça-feira. Chove, ininterruptamente, desde ontem. Ana Elisa tem que acordar cedo para ir à escola. Me corta o coração ter que tirá-la do quentinho.

Fui criada sabendo que só faltamos a aula se estivermos doentes. Ou se for absolutamente impossível ir por algum outro motivo relevante. Ana Elisa não tem nenhuma falta até agora nesse ano letivo.

Eu, enquanto criança, me perguntava o porquê de minha mãe levar essa regra tão a sério. Eu, enquanto mãe, entendo perfeitamente o que ela queria dizer. E também entendo a Ana Elisa, às vezes, querer me convencer a não ir à aula justamente porque não tem nenhuma falta.

Mas eu sou a mãe, e a mãe sabe que é preciso. A mãe explica, convence, aquece a filha e manda para a escola. Fica com o coração apertado, mas faz o que é preciso.

E então percebe que várias crianças não foram justamente porque está chovendo. E não sabe se é uma boa mãe ou uma mãe má. Mas no final das contas o que forma o caráter das pessoas não é exatamente o que plantamos durante a infância?

Me convenço de que fiz o certo e sigo o dia, rezando para que ela entenda isso também.

Ser mãe é amar um serzinho mais que a si mesmo, e pesar tudo, para que essa criança um dia também pese bem as consequências dos seus atos (que às vezes são meio contraditórios).

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Filhos crescem...


...Aquelas noites insones já fazem parte do passado.

Eles já não precisam de ajuda para realizar grande parte das tarefas diárias.

Eles exigem menos a nossa atenção.

Gradativamente, vão mudando de fase.

Começam a ter "Vida própria".

E nós? Como reagimos diante disso?

Damos "graças a Deus" e aproveitamos a recém adquirida e velha vida própria também?

Ou lamentamos e queremos que eles não tenham crescido?

O que vejo, cada vez mais, é que alguns pais acabam tratando os filhos aquém da idade para evitar, assim, que eles cresçam e alcem seus próprios vôos.

Mas eles vão crescer da mesma forma.

O que diferencia é a maturidade, ou não, que eles terão para lidar com os problemas que aumentam na mesma medida.

Não estaremos juntos a eles na escola quando algum amigo o magoar.

Não temos como protegê-los do mundo. E o mundo pode ser cruel.

Então, temos que prepará-los, da melhor forma possível, para que esse crescimento físico, mental, emocional, seja natural e gostoso.

Porque a vida pode ser dura. Mas é igualmente (ou ainda mais) deliciosa!

Beijos, bom final de semana!!!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Diretas e retas.

Ana Elisa e suas pérolas... Só uma amostrinha...rs.
 
 
Minha filha, prestes a completar 5 anos (nooooooossa, como o tempo passa), tem cada vez mais pérolas no seu repertório. Às vezes ficamos em saia justa, mas não deixa de ser uma fofura!
 
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Estávamos assistindo uma matéria sobre verdades e mitos de beleza, quando a repórter fala:
 
"É verdade que pepino faz sumir olheiras?" "Sim".
 
E ela vira com olhos arregalados e me fala:
 
Mãe, não use pepino nunca! Faz sumir sua orelha!
 
(Primeiro mordo, depois explico).
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A bisa perguntou o que ela queria ganhar de aniversário, e ela manda:
 
Uma roupa, bisa. Bem fashion.
 
A bisa pergunta: "Um vestido?'
 
E ela:
 
Não, uma roupa normal, tipo conjunto, ou sem ser conjunto, mas que combine. Entendeu?
 
(Minha mini-modista.)
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A vovó Maria, que faz lindos tapetes, perguntou:
 
"Você sabe o que a vovó vai te dar de presente?'
 
Tapete, ué.
 
(Tá, é lógica minha gente...rs).
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Conversava com o vovô no carro, enquanto ele nos dava uma carona pra casa. Não sei o que ela disse e ele não ouviu. Mandou assim, na lata:
 
Mãe, ele não ouve nada. Tá parecendo a bisa...
 
(Contei isso pra bisa e ela nem ficou brava. Acho que nem ouviu...rs).
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Nós duas deitadas, conversando:
 
"Ai filha, você já vai fazer 5 anos. Nem acredito. Como você está grande! Pára de crescer, fica sempre criança..."
 
Ai mãe, não tem jeito. Só se eu parar de comer. Mas aí vou sumir!
 
(Morri!)

terça-feira, 16 de julho de 2013

Fim da picada.

Imagem tirada daqui: projetofimdapicada.blogspot.com
 

 
Minha filha, no alto dos seus 4 anos e 10 meses, não vê a hora de ficar de férias. Todo santo dia reclama de ir para a escola e pede pra ficar em casa.
 
Infelizmente, filha de mãe que trabalha fora tem que frequentar o curso de férias. Mas semana que vem as preces dela serão ouvidas. Ficaremos uma semaninha de férias!
 
Não, não vamos à Disney, nem visitar alguma praia do Nordeste. No máximo visitar uma praia do litoral sul de São Paulo mesmo, e está ótimo.
 
Nessas duas semanas em que ela está frequentando o curso de férias, juntamente com algumas outras crianças que também precisam ir à escola nesse período, eu procurei tornar o período que estamos em casa mais divertido.
 
Tivemos filme em casa, filme no cinema, parquinho com piquenique, dormir na vovó, aniversários, visita à titia, etecétera. E nos divertimos bastante!
 
Eu bem que gostaria de ter o mês todo de férias, poder passear todo santo dia, mesmo que em lugares que não se gasta nada e garante a diversão. E juro que não entendo algumas mães.
 
Não trabalham fora (sim, porque eu sei que o trabalho de casa cansa pra caraca), não dependem de condução coletiva, tem filhos que, assim como a minha, estão exaustos e loucos por férias, e, ainda assim, mandam os pobrezinhos para a escola.
 
Claro. Precisam fazer faxina, unha, cabelo, ir ao shopping em paz. O filho não deixa fofocar com as comadres em paz.
 
Agora, me digam uma coisa. Pra quê mães assim são mães? Para mostrarem o troféu nas festas de família? Ai ai ai... Isso me dá nos nervos.
 
Bom... desabafo feito... hora de curtir minha gatinha, que está montando uma cabana pra nós! =)

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Decidida.

Imagem daqui: www.lafcolecionaveis.com.br
 
 
Eu sou de libra. Ana Elisa é de virgem.
 
Eu sou a indecisão em pessoa. Agora, adulta, até que aprendi a ser mais objetiva e escolher de acordo com o que preciso. Mas a duras penas. Escolher entre dois sapatos sempre foi um drama. E isso pra tudo. Tu-do.
 
Ana Elisa é decidida. Sabe o que quer e ponto. E isso vem desde bem pequena. Mas a gente não entendia bem que aquilo era dela, era decisão. Agora, dá pra ver claramente que isso é dela, faz parte da sua personalidade, pois expressa sem sombra de dúvidas o que deseja.
 
Acho isso legal, mas não consigo influenciá-la muito...rs. Se eu quero que vá com determinada roupa, eu escolho e não deixo nem que veja outras. Se eu acho que dá pra ela dar um pitaco, escolho umas 2 ou 3 opções, e ela escolhe. Se eu deixo aberto, ela já sabe o que quer, antes mesmo que eu sugira alguma coisa.
 
Essa decisão, agora, vem em pequenas coisas. Mas no futuro sei que será bom, pois eu já sofri bastante com essa indecisão sem fim. Por exemplo:
 
- Quando fomos ao interior, visitar minha sogra, tinha uma feirinha de artesanato na praça da cidade. Em uma das barraquinhas, um milhão de arquinhos (tiaras, ou como chamem). Enquanto eu estava ali, babando em todos, mostrando esse e aquele, ela já apontava: "Mãe, é aquele ali que eu quero". (A vovó tinha dito que escolhesse um). E eu mostrava esse, e aquele, e mais outro. E ela: "Mãe, já escolhi. É aquele ali." Simples assim.
 
- Num domingo, fomos passear numa cidade vizinha e passeamos em outra feirinha de artesanato (haja bolso...rs). Encontramos uma senhorinha super simpática que faz roupinhas para Barbies. Uma mais linda que a outra. O papai falou que ela escolhesse uma. Enquanto eu babava nas mais frufruzentas, ela disse na lata: "A de dança do ventre. E vermelha.". E eu, como sempre, quis deixar a menina em dúvida. Mas ela não mudou de ideia e trouxemos a que escolheu.
 
- Essa semana estávamos programando voltar nessa feirinha. O papai falou que, se ela continuasse se comportando (foi uma semana maravilhosa em comportamento. Aleluia!...rs) iria comprar mais uma roupinha. Ela pensou por um momento e falou: "Sabe, acho que quero a roupa do Ken (ela tem um estilo praia, que veio só de bermudão), porque agora tá frio e ele não tem roupa." Eu falei que tudo bem, mas se ela quisesse pensar e mudasse de ideia, tudo bem. E ela: "Não mãe. Quero a do Ken mesmo. A Barbie tá vestida e pode esperar." Me enche de orgulho essa menina!
 
Quando eu, Tatiane, iria decidir isso assim, rápido e naturalmente? Ficaria duas horas e meia na barraca da senhora vendo as roupas e mudando de ideia. Mas ela não, grazadeus...rs.
 
Não acho que crianças devam decidir tudo. Há decisões que cabem aos pais, ou ao adulto responsável, e ponto. Não adianta chorar e nem discutir. Mas acho que, nessa altura, com quase 5 anos, ela já pode tomar pequenas decisões.
 
Entenderam? =)

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Só Love!

Imagem daqui: blog.fernandaferraro.com.br

Hoje é Dia dos Namorados!
 
Tudo lindo, todo mundo no maior love, e eu pensei uma coisa...
 
Chegará o dia que minha filha me pedirá dinheiro pra comprar um presente pro namorado.
 
Ai ai ai...
 
Sim, é inevitável. Minha mãe já passou por isso e sobreviveu.
 
Só espero que demore bastaaaaaaaaante.....
 
=)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

11 anos



Sábado marido e eu completamos 11 anos de casados.
 
Às vezes parece que foi ontem. E noutros momentos acho um tempão.
 
Nos dias de hoje, onde casais casam e separam na velocidade da luz, pode-se dizer que temos um casamento duradouro. E que ele perdure por muitos e muitos anos mais.
 
Outro dia, no carro, perguntei se ele lembrava de como era nossa vida antes do nascimento da Ana Elisa. Ele disse que sim, e me quis saber o motivo da pergunta.
 
Eu, sinceramente, nem lembro muito bem. Sei que não tínhamos muito horário pras coisas, finais de semana eram dias pra acordar tarde, se alguém chamasse pra sair em plena quarta-feira nós nem pensávamos antes de aceitar o convite, jantar podia ser comida ou qualquer coisa que fosse comestível, e por aí vai.
 
Curtimos muito nosso período casal sem filho. E, logo que Ana nasceu, senti falta disso. Porque com criança tudo requer planejamento e levar uma tralha. Nada de uma bolsinha só com documento e celular. Nada de barzinho às nove da noite da terça. Nada dessas coisas.
 
Mas a gente se ajeita, se adapta, e aprende a curtir outras coisas, outros lugares, e se encontra como família. E, sinceramente, acho que nunca fomos tão unidos como agora. Porque pro negócio familiar funcionar, todos tem que colaborar. Papai, mamãe, filhinha. E, modéstia a parte, a gente fez funcionar muito bem. Ao nosso modo, errando e acertando, mas fez.
 
Nesse dia em que conversamos, no carro, ele me disse que gosta mais de agora. E, sinceramente, eu também. Nossa vida é mais corrida, mais programada, o dinheiro mais curto, mas os risos, os abraços e o amor que transborda não tem igual.
 
Por isso eu digo: casamento não é fácil, mas fica muito melhor quando trabalhado a 4 mãos.

 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Sozinha...

(Autoria desconhecida)


Ontem presenciei uma coisa que me deixou horrorizada, de queixo caído e querendo dar um murro na fuça de alguém denunciar ao Conselho Tutelar.
 
Como estava uma noite agradável, fomos ao parque. Um super parque, com muita gente fazendo de um tudo: caminhando, correndo, jogando futebol, jogando vôlei, mães passeando com seus bebês, crianças brincando, gente dando comida aos peixes do lago, marmanjos babando nos carrinhos de automodelismo (meu marido estava no meio, mas ele também pilota, não fica só babando...rs), e por aí vai.
 
O parque é gigaaaaante, bem iluminado e bem monitorado. Há guardas municipais passando o tempo todo, o que me deixa bem mais tranquila. Mas isso não quer dizer que estamos seguros, né. Talvez um pouco menos desprotegidos.
 
Pois bem. Enquanto o marido estava vendo os carrinhos, filhota e eu ficamos no parquinho. E assim que chegamos veio uma menininha, com aquela conversa tradicional das crianças: Oi, tudo bem? Qual seu nome? Quantos anos você tem? Quer brincar comigo?
 
Ana Elisa respondia tudo e olhava pra mim, como que pedindo permissão pra falar. Eu sorria e balançava a cabeça positivamente. A menina falou que estava brincando na lama, e eu falei que na lama a Ana não poderia ir (lama às oito e pouco da noite não rola), que elas poderiam brincar no parque. Ela disse que a mãe mandou que ela ficasse com seus brinquedos ali, na terra, e que não poderia sair. Então eu sugeri que a Ana Elisa brincasse nos brinquedos perto dela. Que dó.
 
E foi assim, entre um balanço e outro, um escorrega e outro, elas iam conversando. E eu também. Foi quando perguntei: Cadê a sua mãe?
 
De repente, não mais que de repente, ela me contou algo que me deixou de cabelos em pé:
 
"Ela está por aí, tia. Ela vem com o namorado pra correr. E eu fico aqui, brincando. Quando ela passa por aqui me dá tchau, e eu quero ir junto, mas não consigo correr tão rápido. Às vezes eu fico assustada e tento encontrar eles, mas não consigo nunca, e me perco. Daí alguém me acha e me leva no guarda. Uma vez eu vi o namorado dela passar e corri atrás, porque estava com medo, mas não consegui alcançar, porque ele corre muito rápido. Uma moça me achou e perguntou o que eu estava fazendo sozinha. E eu contei. E ela ficou comigo esperando minha mãe chegar."
 
Eu ainda estava digerindo tudo aquilo quando ela ouviu um latido e falou: Ah, esse latido é do cachorro da minha avó. Ela mora aqui perto, em frente do parque.
 
Peralá. Vamos por partes. Uma mãe, doida, irresponsável, sem juízo, que só pensa no próprio umbigo, resolve correr e leva a filha de 6, SEIS anos junto, e larga sozinha no parque. E a vó mora em frente! Como assim? Por que não deixa na casa da vó? Da onde tirou que essa criança tem maturidade pra ficar sozinha? Em que mundo ela vive? Não pensou nos perigos que essa criança está correndo ficando ali, sozinha? Da mesma forma que eu puxei conversa, poderia ser uma doida que trafica crianças. Será que ela nunca ouviu falar disso? Meu Deus do céu...
 
Daí a doida sem juízo, em quem eu queria dar um soco mãe chegou, e me olhou feio, porque eu estava perto da filha dela. Ha-ha. Ela deixa a guria sozinha e eu estou errada em ficar perto? Poderia ter levado a menina embora e estar a quilômetros de distância dali, baby. Logo em seguida o namorado chegou, e eu senti o sangue subir pela forma ríspida como falaram com a menina.
 
Peguei minha filha, me despedi da menina e saímos dali. Enquanto andávamos pelo parque, Ana me perguntou sobre aquela cena toda. E eu nem tinha muito o que explicar, como justificar. A mãe não era cuidadosa, ponto.
 
O que mais me angustia é saber que hoje ela estará lá novamente, sozinha, enquanto a madame se exercita. E que muitas outras meninas passam pela mesma situação...

 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Era uma vez...



 
...Uma princesa muito linda, esperta e cheia de energia. Seu nome era Ana de Neve. Ela vivia no seu reino encantado, cercada de pessoas que a amavam.

Um dia um grupo de outras princesas e príncipes, sob os cuidados da Rainha, foram à um passeio muito divertido a um reino vizinho, chamado "Mundo da Xuxa".

Nesse reino havia muitos brinquedos, e as princesas e príncipes se deliciaram com tanta diversão. Fizeram um lanche no bosque do reino, assistiram a apresentação dos bobos da corte locais, riram muito e não queriam que aquele dia acabasse mais.

Até que de repente, não mais que de repente, uma tragédia aconteceu. A pequena Ana de Neve estava brincando inocentemente com algumas princesas da sua idade, imitavam gatinhos pelo chão. Uma princesa maior, descuidada, veio correndo em sua direção e...

Cataploft! Ana de Neve foi ao chão! Mas, como ela já estava muito próxima ao chão, o dano foi ainda pior. Ela bateu sua boquinha de lábios cor-de-maçã no chão, e com isso um dentinho da frente quebrou e sangrou um pouquinho.

Sua mãe, a Rainha, correu em seu socorro. A Rainha-Avó conseguiu guardar o pedacinho do dente, enquanto a Rainha correu com a pequena Ana de Neve para o lago. Lá, ela lavou a boca para avaliar a dimensão do acidente, e ficou muito triste ao constatar a quebra do dente.
 
Ainda bem que já se aproximava da hora de irem embora, porque ali o passeio acabou para a pequena princesa e para sua mãe. A pequena não quis saber de mais nada, ficou amuadinha e acabou adormecendo. Voltaram para o seu reino em sua carruagem real.
 
À noite, passaram no castelo da Rainha-Bisavó. Esta, tinha preparado uma sopa deliciosa, que apeteceu a pequena Ana de Neve e a fez criar coragem de comer. Isso foi um alívio para todos, já que a pequena não queria saber de nada.
 
No dia seguinte, um sábado, foram consultar o dentista do reino. Como ele já cuidava do sorriso do Rei, da Rainha e de todos da corte, confiavam muito em seu diagnóstico. Analisando superficialmente, achou que não tinha abalado a raiz do dente, e que daria para recolocar o pedacinho. Mas achou melhor que ela voltasse na segunda-feira, onde haveria uma dentista especialista em princesinhas.
 
Passaram o final de semana bem, embora a pequena tivesse medo de mastigar. Maçãs, então, nem pensar! Mas tiveram até uma festa num castelo vizinho, onde poucos notaram o dentinho quebrado.
 
Na segunda-feira, lá foram elas à consulta. A dentista era um amor, e tratou a princesa com toda delicadeza. Mas esta, que já estava com muito medo, deu um baile! Depois de muita conversa, a deixou examinar. Infelizmente, foi constatado que o trauma abalara a raiz do dente, sim. E que seria necessário fazer um canal antes de reconstruí-lo.
 
A Rainha sentou na cadeira da dentista e segurou a princesa que, depois de muito lutar, acabou deixando a dentista mexer no dentinho. E na hora do canal, ficou quietinha, de boquinha aberta e sem dar um gritinho sequer. Apenas deixou cair uma lágrima, que fez com que o coração da Rainha partisse em mil pedaços.
 
Mas, felizmente, a dentista foi bem rápida, carinhosa e precisa, e terminou o dentinho antes que a princesa cansasse. O dentinho, embora um pouco mais escurinho que o vizinho, ficou muito bom, e mal se nota que ele foi reconstruído.
 
E foi assim a história da princesa que foi passear e voltou com o dente quebrado. Ela passou pelas mãos mágicas da dentista e viveu feliz para sempre!!!
 
(Essa é uma história real, ocorrida em abril/12)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Contagem regressiva.

Essa foi a última foto grávida.


No próximo dia 06 minha pequena completará 4 primaveras. Eu nem acredito que tanto tempo passou. Nem acredito que ela está tão grande e tão esperta. Tão participativa e tão companheira. Tão carinhosa e tão impossível cheia de argumentos.
 
Todo ano fico numa contagem regressiva super nostálgica. Lembro do que estava fazendo quando estava grávida, prestes a parir. E como foi no primeiro, no segundo, no terceiro e avalio esse quarto ano. Fico feliz que da sementinha que plantei esteja brotando uma linda flor, perfumada e colorida. Dá trabalho, mas vale muito a pena.
 
Será que quando ela tiver 10, 20, 30 anos eu ainda farei essa retrospectiva? Será que ainda lembrarei dos detalhes? Eu ainda lembro, por exemplo, que no dia 03 de setembro de 2008 eu ainda não sabia que ela estava a 3 dias de nascer, mas já estava em licença maternidade. Me sentia bem, mas sem pique pro trabalho. Curtia o quartinho dela, as roupinhas, e dormia o quanto podia.
 
Lembro da última consulta com o meu GO, no dia 04, e que marcamos a cesárea (por opção minha gente, não culpem o médico). Lembro da mistura de ansiedade e medo que tomou conta de mim, e da alegria da família quando contamos que ela estava chegando.
 
Lembro que no dia 05 eu dormi bastante, arrumei o bercinho dela, cheirei as roupinhas, verifiquei as malas (que estavam prontas desde o 7º mês de gestação), naveguei pela internet e avisei "asamiga" mais próximas da novidade, e descansei mais um pouco. Lembro que passei na casa da minha mãe, e combinei que a buscaríamos pra irmos juntos ao hospital. E lembro que jantamos na minha sogra, e na hora de me despedir todos me desejaram "boa hora", e eu chorei feito bebê.
 
Aliás, a cada ligação durante o dia eu chorei. Porque a notícia corre, vocês sabem. Eu aproveitei pra fazer depilação e unhas, e meu celular não parou. Minha amiga-depiladora-cabeleireira falou: "Não fica falando quarto, hora, essas coisas. Fica quietinha, deixa pra receber visitas em casa, depois de uns 10 dias". Eu achei besteira, mas ela estava certa. Quem sabe se um dia eu tiver outro filho faço o que ela sugeriu.
 
Lembro que consegui dormir tarde pra caramba, e acordei cedíssimo. Fui tomar banho e chorei de ansiedade, medo, alegria, e sei lá mais o que. Alisei muito a barriga e cantei as nossas músicas pra ela pela última vez na barriga. Tirei as últimas fotos grávida. E fomos ao hospital.
 
Depois de toda parte burocrática, de toda parte médica (soro, anestesia, corte), lembro do meu marido ao meu lado, me acariciando, e o médico o chamando porque estava tirando a nenê. Lembro do seu chorinho delicioso. E da cara de felicidade dele. E do meu desespero querendo ver também. Segundos tornam-se horas!
 
Lembro que envolveram-na e trouxeram aquela coisinha melecada pra mim. Não chorei de soluçar, mas meus olhos encheram de lágrimas. Cheirei, beijei, falei com ela, olhei bem (pra conferir depois), e fiquei triste quando nos separaram.
 
Lembro que entre os pontos e me levarem pro pós-parto um século se passou. E que eu queria meu marido e minha mãe. E, acima de tudo, minha filha. E lembro que, depois de dor, hemorragia, quase desmaio e banho sentada, ela veio pro quarto.
 
Lembro da minha alegria ao pegá-la no colo, ao acariciar seu cabelinho tão preto, ao ver seus olhinhos de jabuticaba, ao cheirá-la, ao dar meu dedo para que ela segurasse, ao dar meu seio para que ela sugasse... Esse foi, sem dúvida, o melhor momento da minha vida!
 
E daí em diante a minha vida nunca mais foi a mesma. Se eu lembrarei de tudo isso daqui 30 anos, eu não sei. Mas que minha vida adquiriu outro sentido, eu não tenho dúvidas. E tudo isso eu devo a ela!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Curtas - parte qual mesmo?




Chegando na escola, um grupo de pessoas conversavam na calçada, próximos ao portão de entrada. Falavam rápido demais e com sotaque nordestino.

"Mãe, não entendo nada que eles falam. Acho que é inglês."

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Em casa, decidindo com o que brincar.

"Mãe, pega aquela caixa pra mim. Mas só quelo a Barbi e o Barbo"

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Papai e mamãe incentivando a filhinha a pedir uma bicicleta de presente de aniversário.

Pai: "Filha, o que você prefere ganhar, uma boneca ou uma bicicleta?"

"Uma boneca"

Mãe: "Mas bicicleta é tão legal, suas amigas adoram andar de bicicleta."

"Mas eu quelo boneca mesmo."

Mãe: " Ah, eu adoraria ganhar uma bicicleta de presente..."

"Ué, mãe, pede uma pla você!"

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Falando de um amigo da escola:

"Aquele lá é mais sapeca que o Saci Pelelê"

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Sábado a noite, estávamos decidindo o que comer.

Pai: "E aí, vocês querem pizza, esfiha, lanche, o que?"

"Ah, papaizinho, você podia fazê aquele macarrão delicioso, né..."

(Depois dessa, claro que ele fez...rs)

 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Hora de dormir.

Num passado distante, ela dormia assim...rs.

Minha filha, desde os 2 meses (pasmem) dorme no quarto dela. Começou num acidente bebezístico (fez cocô e sujou o colchãozinho que ficava no carrinho, onde ela dormia, no nosso quarto) e não parou mais. Com dor no coração e desespero algum receio, coloquei-a no berço e fiquei com a babá eletrônica em mãos. Ela dormiu feito uma anjinha e eu não dormi nada...rs.

Mas ela sempre adormeceu no nosso quarto, pertinho da gente. Era nosso ritual. Ela mamava e ficava, e se aninhava, e dormia. Depois era colocada no berço, sem nem acordar. Mas aí as coisas começaram a ficar difíceis...

Difíceis porque ela começou a crescer, e a pesar, e as colunas começaram a reclamar...rs. Eu deixava pro papai pegá-la, porque eu já não dava conta. E ele começou a ter dores também. Afinal, são 23 kg distribuídos em 1,05cm de pura gostosura. E dormindo o peso triplica! Não dava...rs.

Então comecei a incentivá-la a deitar na sua caminha, colocava suas bonecas preferidas, contava alguma historinha, até deixava assistir um pouco de desenho e, depois de algumas tentativas em voltar a dormir na nossa cama, ela aceitou. E agora está curtindo o ritual!

Eu adorava que ela adormecesse comigo, adorava o cheirinho, adorava pegá-la no colo... mas tive que ter a consciência de que não vou poder carregá-la para sempre. E se eu crio minha filha para o mundo, isso também faz parte. Afinal, a mamãe não estará sempre junto pra levá-la pra cama.

Claro que às vezes ela adormece fora da cama (no sofá, no carro, na minha cama porque estava me esperando sair do banho), e claro que às vezes dou uma colher de chá (eles são ótimos em nos convencer de certas coisas, não é mesmo?...rs), mas ela está seguindo a nova rotina.

Se será sempre assim? Não sei. Afinal, nada com filhos é definitivo e eterno, exceto o amor!

domingo, 15 de julho de 2012

Boa educação.



Quando se é criança, somos autênticos e francos em tudo. Gostamos ou não gostamos. Tudo é bem simples. Conhecemos "melhores amigos" na praia, e fazemos novos "melhores amigos" no dia seguinte.
Damos beijo em quem gostamos, viramos o rosto e nos escondemos no meio das pernas da mamãe se é alguém de quem não gostamos. Tudo é muito simples.

Mas aí crescemos, e aprendemos que nem sempre podemos ser totalmente sinceros com as pessoas. Temos que cumprimentar aquela pessoa que não gostamos, porque esquivar-se disse é falta de educação. Mas, e cumprimentar só por obrigação, é educado?

Tenho ensinado a Ana Elisa da seguinte forma. Ela deve ser educada com todas as pessoas, dar "oi" e "tchau". Mas não precisa dar beijo. Beijo só é dado em quem ela gosta, em quem se sente a vontade pra isso. Sem forçar a barra, mas já iniciando no fantástico mundo da falsidade da educação.

Se concordo ou não com essa forma de lidar com quem não gostamos, é outra história. Manda o figurino que sejamos educados, e pronto. Quem inventou isso, eu não sei. Mas talvez o mundo fosse ainda mais duro se simplesmente ignorássemos aquelas pessoas com as quais não temos tanta empatia.

Porque, por mais incrível que pareça, essas pessoas podem ser apenas conhecidos, como também podem ser pessoas que lidamos diretamente, sempre. Como um colega de trabalho, o seu chefe, ou algum parente. Então, simplesmente ignorar não dá mesmo.

Mas, enquanto Ana Elisa não entende bem disso, vou orientando para que seja educada, mas que não seja falsa. Acho que é melhor assim.

Vocês concordam? Me cumprimentariam na rua?...rs.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Ajudante.




Hoje em dia os guris estão crescendo assustadoramente rápido.

Ana Elisa está na fase de querer me ajudar. Claro que não dou muitas tarefas a ela, mas estou delegando algumas básicas:

- Ela adora secar a louça, então deixo o que não quebra, nem fura, nem machuca de jeito nenhum, pra ela secar.

- Me ajuda a estender a roupa me dando os pregadores, e deixo as peças miúdas ao alcance pra ela recolher.

- Eu dobro e ela guarda as peças miúdas.

- Guarda os seus brinquedos sempre.

- Quer me ajudar a cozinhar, então me dá alguns ingredientes.

- Me ajuda a arrumar a mesa para as refeições.




Esses são alguns exemplos. Fora os brinquedos, nada é obrigatório, mas acho importante estimular a partir do momento que desperta a curiosidade. Não quero que cresça "folgada", sabe? Porque um dia essa vontade toda de ajudar, infelizmente, passa...rs.

E vocês, tem ajuda dos filhotes em alguma tarefa?