Quando nos tornamos mães, começamos a reparar mais em certos assuntos que começam a fazer parte da nossa vida.
Hoje em dia, fala-se muito sobre o direito de amamentar em público. Há lugares que proíbem que mães amamentem seus filhos assim, na frente do povo. E eu acho isso ridículo.
Mas eu acho todo e qualquer absolutismo ridículo, burro. Acho que cada caso é um caso e cada mãe é uma mãe. Sobre as outras eu não posso falar, mas posso falar sobre mim.
Pra mim, amamentar era algo natural. O bebê nascia, vinha pra mãe, essa botava o peito na boca dele e pronto! Não me preparei, não perguntei, e não imaginei que não seria bem assim. Aliás, pra mim, não foi nada assim.
A pega estava errada, eu produzia pouco (desde o colostro), ela não recuperou o peso do nascimento no primeiro mês... Fora o bico rachado, a dor, o incômodo, a falta de posição.
Pra nós, o momento de amamentar não era prazeroso. Aquilo que eu via e desejava tanto, aquela cena do bebê mamando tranquilamente e a mãe com cara de paz, não aconteceu. Ela reclamava, ela não se ajeitava, eu sofria... E, para que conseguisse o mínimo, tinha que estar sozinha, tranquila, porque nem sempre a primeira posição era a eleita.
Nada de amamentar em público. Aliás, nada de sair. Era muito difícil.
Logo com 1 mês, tive que dar complemento. Me senti mal, o cocô do cavalo do bandido, menos mãe por isso. Mas quando percebi o quanto ela estava bem, satisfeita, desenvolvendo a contento, desencanei. Aos 3 meses ela simplesmente parou de pegar o peito e meu leite secou. Simples assim. Do dia para a noite.
Então, nada de julgar. Se a mãe quer amamentar em público ou escondidinha em algum lugar, se tem leite transbordando ou precisa dar complemento, se dedica-se integralmente ao bebê ou pede ajuda à vovó para poder sair para jantar com o marido... Quem decide isso é ela, a mãe!
Cada um é cada um, cada experiência é única, e nem sempre o que é bom pra mim é também pra você.
Menos dedos apontados e mais abraços apertados, ok?
sexta-feira, 1 de julho de 2016
sexta-feira, 24 de junho de 2016
"Eu creio..."
Estava aqui pensando em como as coisas mudam.
Dia 30 de abril. Minha avó estava debilitada, mas fez questão de ir ao aniversário do bisneto. Ficou quieta, mas lúcida. Subiu a rua de braços dados com a minha filha.
Dia 09 escrevi aqui sobre como ela estava frágil. Dia 10 ela foi internada.
Foram 28 dias internadas, com duas vezes onde os médicos a desenganaram por causa de uma grave infecção nos pulmões. Foram alguns dias na UTI, outros na semi, e muitos no quarto. Foram dias de revezamento familiar, para que ela não ficasse sozinha. Foram momentos de medo, de esperança, de fé, de cansaço, de descoberta de uma força que não sabíamos ter.
Depois disso, a alta, que nos pegou totalmente de surpresa. Foi uma adaptação da casa, pra receber uma pessoa acamada, que requer cuidados constantes e que a olhem de perto. Foram momentos de incertezas e descobertas.
Estamos caminhando, aprendendo, confiando, pedindo. Estamos unidos. Ela alterna momentos de sonolência, de ausência, de lucidez. Mas ela está viva! E enquanto há vida, há esperança.
"Eu creio, Senhor. Mas aumentai a minha fé."
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Mães...
Ontem foi Dia das Mães. Embora há quem diga que essa é somente uma data comercial, eu acho que nos leva a refletir ainda mais sobre esse amor sem tamanho.
Engraçado como aquela música é tão verdadeira e atual: "Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais". E como é verdadeiro também aquele aviso de mãe: "Quando você for mãe, vai entender". E não é que é exatamente assim que funciona?
Me vejo sendo tão parecida com minha mãe, com minha avó, com minha nonna, que chega a ser engraçado. E, nesse dia das mães em especial, pensei muito na forma como minha avó agiu a vida inteira, e que eu nem sempre compreendi.
Mulher forte, guerreira, batalhadora, e de uma fé inabalável. Mulher que fazia ginástica, que era voluntária na Santa Casa, que é Ministra da Eucaristia, que não perdia missa um domingo sequer (mesmo que para isso precisasse sair no meio de uma reunião familiar), que é adepta do "deixa pra lá" para viver melhor com as pessoas, que era a rainha da limpeza, que era e que é tantas coisas numa só.
Porque escrevo no presente e no passado? Porque a idade bateu. Ela, que até os 91 anos (sim, noventa e um) era tão ativa e que espantava a todos com tanta disposição, se abateu. Em um ano, muita coisa mudou. E isso me corta o coração. E me resta a fé, aquela fé que ela sempre demonstrou em todos os momentos (até quando perdeu sua filha, ainda jovem, e teve que criar a neta). A fé me sustenta e me dá esperanças. A fé, que muitos não encontram, me envolve de uma forma que nem eu sabia que era possível.
Eu oro, agradeço a Deus pela linda avó que tenho, peço que Ele faça sempre o melhor por ela, pelo meu avô (que está completamente lúcido aos 93 anos), que dê saúde a minha mãe (que é quem está segurando o rojão) e sabedoria para que passemos da melhor forma possível por esse momento delicado.
Ontem, Dia das Mães, fui visitá-la, dar um beijo, ajudar, apoiar, rezar... E vejo ainda mais beleza nessa data. Porque, se hoje sou uma mãe da qual minha filha tem orgulho, é graças as mães da minha vida, que sempre foram o melhor exemplo!
domingo, 27 de março de 2016
FELIZ PÁSCOA!
Olá dois leitores!
Estou passando para desejar uma Feliz, Santa e Abençoada Páscoa para vocês e suas famílias!
Espero que o Coelhinho tenha sido generoso e levado vários ovinhos para vocês!
Mas, sobretudo, que não esqueçam do verdadeiro significado.
Cristo, que morreu por nós, por amor a humanidade, ressuscitou! Ele vive!
Mas, se você é ateu, à toa, ou coisa que o valha, fique só com o chocolates e tá tudo certo!
Beijos achocolatados!
Estou passando para desejar uma Feliz, Santa e Abençoada Páscoa para vocês e suas famílias!
Espero que o Coelhinho tenha sido generoso e levado vários ovinhos para vocês!
Mas, sobretudo, que não esqueçam do verdadeiro significado.
Cristo, que morreu por nós, por amor a humanidade, ressuscitou! Ele vive!
Mas, se você é ateu, à toa, ou coisa que o valha, fique só com o chocolates e tá tudo certo!
Beijos achocolatados!
terça-feira, 8 de março de 2016
Visitantes.
Olá dois leitores! Tenho uma boa notícia para vocês! Vocês não estão mais sozinhos!
Pois é. Pelo menos o gráfico de estatísticas acusa mais visitantes nesse pequeno espaço virtual.
Quem são? De onde vem? O que buscam? Sexta, no Globo Repórter...rs.
Osdois leitores antigos imagino quem são. Me acompanham desde a época em que minha preocupação era lavar montes de roupas molhadas de xixi, no desfralde.
Mas, sem deixarem um recadinho sequer, esses leitores que por aqui passam não são mais que estatística. Que triste.
Então, falem! Comentem! Critiquem! Mas não sejam só números. Ok? =)
Beijomeliga.
Pois é. Pelo menos o gráfico de estatísticas acusa mais visitantes nesse pequeno espaço virtual.
Quem são? De onde vem? O que buscam? Sexta, no Globo Repórter...rs.
Os
Mas, sem deixarem um recadinho sequer, esses leitores que por aqui passam não são mais que estatística. Que triste.
Então, falem! Comentem! Critiquem! Mas não sejam só números. Ok? =)
Beijomeliga.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Filhos crescem...
...Aquelas noites insones já fazem parte do passado.
Eles já não precisam de ajuda para realizar grande parte das tarefas diárias.
Eles exigem menos a nossa atenção.
Gradativamente, vão mudando de fase.
Começam a ter "Vida própria".
E nós? Como reagimos diante disso?
Damos "graças a Deus" e aproveitamos a recém adquirida e velha vida própria também?
Ou lamentamos e queremos que eles não tenham crescido?
O que vejo, cada vez mais, é que alguns pais acabam tratando os filhos aquém da idade para evitar, assim, que eles cresçam e alcem seus próprios vôos.
Mas eles vão crescer da mesma forma.
O que diferencia é a maturidade, ou não, que eles terão para lidar com os problemas que aumentam na mesma medida.
Não estaremos juntos a eles na escola quando algum amigo o magoar.
Não temos como protegê-los do mundo. E o mundo pode ser cruel.
Então, temos que prepará-los, da melhor forma possível, para que esse crescimento físico, mental, emocional, seja natural e gostoso.
Porque a vida pode ser dura. Mas é igualmente (ou ainda mais) deliciosa!
Beijos, bom final de semana!!!
Para lembrar:
Filhos.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Alalaô!
Eu amo Carnaval! Sempre amei, desde que me conheço por gente. Sempre fui de "pular" Carnaval.
Minha mãe me levava ao salão da igreja na matinê de Carnaval. O salão era dividido ao meio: crianças de 0 a 10 anos ficavam de um lado; acima de 11 iam para o outro lado.
No lado dos menores a diversão era basicamente recolher confete do chão para jogar novamente...rs. E eu fui lá durante algum tempo para fazer isso também, além de comer o pastel de queijo que era uma delícia...rs. Dançava, jogava confete, recolhia do chão, jogava de novo, dançava, pedia um pastel... E assim íamos.
No lado dos maiores a coisa era diferente. Os meninos faziam uma roda e dançavam parados. As meninas faziam uma outra roda, dentro daquela, e dançavam enquanto a roda girava. Deu pra entender? Se um menino gostasse de você, ele dava um jeito de mexer no seu cabelo, ou na sua mão, e se você quisesse dançar junto era só pegar na mão dele e seguir a roda que girava. E pronto. Era toda essa a paquera no alto dos meus 11 anos...rs.
Mas eu, amante de Carnaval, ia mais pra dançar mesmo! Não estava muito interessada em dançar com um menino. Confesso que até dancei, mas não era meu objetivo.
Eu fui crescendo, os bailes no salão da igreja foram acabando, e eu migrei para as matinês do clube. Lá não tinha essa organização toda, mas era igualmente animado.
Até que um dia minhas amigas me convidaram para o baile do clube a noite, das 23h às 4h. Eu pedi para minha mãe, implorei, prometi limpar a casa por um mês (sim, é verdade... hahaha), e ela acabou deixando. Ela levava a tropa toda (aliás ela sempre era a mãetorista da rodada a cada saída, e fazia com gosto. Isso dá um outro post), e meu pai buscava (e sim, sempre era ele também. Ambos vão pro céu...rs). E lá íamos nós dançar até o Sol raiar!
Então... comecei a namorar. Namoro sério. (Comecei a namorar aos 15 anos... pula essa parte...rs). E nos bailes os "meninos" não eram tão inocentes como na igreja. Eles atacavam mesmo. E eu só ia para dançar. E começou a não dar mais certo. Meu namorado (hoje marido) não é ciumento, mas pra tudo há limite. E paramos de frequentar.
Passamos anos sem pular Carnaval, viajávamos ou ficávamos em casa mesmo. E eu babando na televisão, doida pra estar na Avenida ou atrás de algum trio em Salvador. Em um ano, levamos minhas cunhadas para um baile e foi bem legal. E depois disso, fomos várias vezes com elas à matinê de outro clube. Momentos em que eu me acabava de dançar e podia aproveitar a festa que sempre gostei.
O tempo passou. As coisas mudaram. Casamos. Engravidei e tive minha princesa. E não é que a danadinha também gosta do ziriguidum telecoteco?!?! No começo, confesso que usava a menina como pretexto para frequentar as matinês e me acabava junto a outras mães na mesma condição....rs. Mas agora ela gosta pra valer! Dança, curte, conta os dias pra chegar! E eu me vejo muito nela, em mais esse gosto em comum.
Então, Carnaval batendo à porta, o que vocês farão? Gostam de pular? Eu vou ali levar minha companheira de folia na matinê e já volto! Beijos!


