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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Curtas (embromation...rs)

Quando o tempo anda curto, assim como a paciência de sentar e escrever no blog, que já está criando teias de aranha, eis que a mãe vale-se das boas e velhas curtas da pequena.
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Voltamos do interior e trouxemos uma caixa de doces para o vovô. Doces maravilhosos, por sinal.

O vovô me fala:

- Coloquei uns doces-de-leite embrulhados na bolsa dela.

E eu:

- Mas eu trouxe pra nós também. Ela tem doces em casa.

E ele me diz:

- Ela me deu a caixa e mostrou os doces-de-leite, falando que a-do-ra (com toda essa ênfase).

Eu agradeci, né...rs.

Mais tarde fui questioná-la:

- Filha, você deu os doces pro vovô e pediu os doces-de-leite?

Ela me explicou:

- Não, mãe. Eu só falei que adolo. Ele quis me dá. Fazê o quê?

Pois é... Espertinha sou eu...rs.
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No interior, na casa da vovó Maria, brincando de luta com o tio Má.

Já imobilizada, sem chance alguma de sair dessa, tio Má manda:

- Renda-se. Peça água. Você já perdeu!

E ela:

- Luto até o final. E você jamais me delotalá.

Isso sim é persistència...rs.
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Na missa, após o padre dar a bênção individual com água benta:

- Mãe, nessa hola a gente ajoelha e reza. Bastante. Mas não me conta o que pediu poique é seguedo.

Own.... Cuti cuti!!!

quarta-feira, 20 de março de 2013

Geração tecnológica.




Essa geração, que minha filha faz parte, já vem com um chip mais avançado de fábrica. Isso não se discute, é inegável.
 
Claro que com tantas tecnologias à mão, fica mais fácil. Mas muitas coisas são instintivas, eles nunca viram e fazem. Simples assim.
 
No aniversário do meu pai demos um tablet de presente. Ele abriu e ficou analisando. Falou brincando: "Legal, mas o que é isso?". E ela, sem pestanejar: "É um notebook diferente, vovô!". E assim que ligamos ela já foi ensinando o avô a mexer. Sim, ela ensinou o avô.
 
Uma vez ela me viu colocando as senhas nos celulares, meu e do meu marido, e bastou para que gravasse. Pega qualquer um dos dois e desbloqueia na maior. Então agora, de tempos em tempos, tenho que mudar as senhas, porque senão ela pega e mexe e eu nem vejo.
 
Os joguinhos então são bico...rs. Mas ela tem suas preferências. Gosta de jogo da memória, de juntar cores iguais, esses de lógica. E eu também prefiro, já que é pra jogar que seja algo que acrescente. Nada violento ou bobo.
 
Mas, o que falta a essa geração, é limites. Eles ficam jogando, mexendo nos celulares e afins a qualquer hora e lugar. Peralá. Ana Elisa mexe sim, joga sim, mas essa não é sua atividade principal. Prefiro que jogue no tabuleiro de verdade ao virtual. E é a hora em que os pais interagem, participam.
 
Os pais delegam à TV, aos videogames e aparelhos eletrônicos o papel de cuidar dos filhos. Nem sabem o que estão assistindo ou jogando. Que fiquem o dia todo no celular, desde que não encham o saco perturbem.
 
Claro que não dá pra impedir que usem da tecnologia, mas limite é necessário em tudo na vida, inclusive nisso.
 
E você, deixa seus filhos jogarem, põe limites ou deixa a vontade?

quinta-feira, 14 de março de 2013

Tudo muda...




Queria saber onde foi parar o tempo que eu tinha pra postar aqui com frequência. Porque, definitivamente, ele foi passear e nem deixou recado!
 
Não sei se o tempo está passando mais rápido ou se nós, seres humanos em geral, é que arrumamos mais e mais afazeres. Só sei que outro dia mesmo era Natal, e já foi o Ano Novo, o Papa renunciou, outro foi eleito, e eu estou até atordoada.
 
Graças a Deus, tudo ok com a saúde de todos aqui em casa. Ana Elisa, no alto dos seus 4 anos e 6 meses, tem 1,08m e 25,5 kg. O pediatra diz que está tudo mais que bom. E eu fico feliz pra caramba.
 
Entre umas decepções aqui e umas horas de trabalho a mais ali, tudo se encaixa. Às vezes parece que faz mil anos que tive um bebê em casa, e dá uma nostalgia. Mas ter uma mocinha tem suas vantagens. E, como tudo, desvantagens.
 
Ela me ajuda com pequenos afazeres, se interessa pelas coisas da casa (vamos ver até quando...rs), mantém seu quarto arrumado, sapatos guardados e pega no pé do pai quando vê alguma coisa fora do lugar. Coitado, minoria, sempre leva a culpa...rs.
 
Ela agora faz "lição de casa", e se sente super "grandona" por isso. Eu adoro, acho o máximo ajudar e quase sempre tenho a maior paciência do mundo.
 
Ela testa nossa paciência todos os dias, e o repertório cresce juntamente com sua altura. Cada pérola que até Deus duvida. Perde roupas numa velocidade assustadora. Num dia o sapato serve, e no outro não mais. Acho melhor comprar uma loja, unir o útil ao agradável...rs.

E é isso, caros dois leitores. Estou "Vivendo e aprendendo a jogar" essa loucura que é a tal da maternidade. E, juntamente, sendo mulher, esposa, filha, profissional e algumas outras funções que nos é atribuída...rs.

Beijo, volto logo.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O Retorno - Parte qual mesmo?

 



Ju-ro que tentei retomar o blog pra valer. Mas meu computador resolveu pifar de vez. Está arrumando, sem data de retorno.

Então, para que meus dois leitores  não achem que morri, passei só pra dar sinal de vida...rs.

Nesse meio tempo eu virei tia-avó. Isso mesmo, minha gentem. Como me sinto? Velha!...rs.  Sim, minha sobrinha é jovem. Mas ela está bem e feliz. E eu espero, do fundo do coração, que continuem assim. A pequena é linda, saudável e veio unir o que parecia perdido.

Ah, também nesse tempo alguns programas de televisão foram proibidos aqui em casa. Sim, proibidos, tipo ditadura mesmo. Porque agora é que se forma o caráter, então não quero minha filha tendo certas atitudes comigo ou com quem quer que seja. Filmes piratas genéricos são o hit do momento.

Saímos de férias, voltamos, fomos algumas vezes para a praia, e minha filha ficou num bronze de dar inveja. E eu? Bom, saí do branco sulfite pro branco cartolina... hahaha! Agora ela ganhou uma prancha. Andou "pegando umas ondas" com o primo, no Carnaval, e o pai se empolgou. Super apoiei a compra, desde que me incluam fora dessa o pai supervisione a atividade.

Agora já retomamos nossa rotina: trabalho, escola, ballet, natação... E nisso tudo minha filha ainda está confusa, quer sair pra algum lugar diferente todo dia. Bem, eu nem acharia ruim, viu...rs.

No mais, tá tudo bem. Estou cuidando da saúde, que andava meio negligenciada. Estou tentando curtir ao máximo essa fase dela e não enlouquecer. Estou vivendo um dia de cada vez!

Volto em breve, assim que meu computador voltar ou conseguir uma vaga no computador da minha mãe...rs.

Beijo, me liga!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Eu voltei, agora pra ficar!

Depois das festas de final de ano.

Depois de férias, com direito a visitar a vovó no interior e passar uns dias na praia.

Depois de voltar ao trabalho.

Depois do computador ter voltado dos mortos...rs.

Cá estou!

Tantas, tantas novidades, que nem sei por onde começar. Então, pra não meter os pés pelas mãos, vou organizar os pensamentos e volto logo logo...rs.

Beijos, não me abandonem!!!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

11 anos



Sábado marido e eu completamos 11 anos de casados.
 
Às vezes parece que foi ontem. E noutros momentos acho um tempão.
 
Nos dias de hoje, onde casais casam e separam na velocidade da luz, pode-se dizer que temos um casamento duradouro. E que ele perdure por muitos e muitos anos mais.
 
Outro dia, no carro, perguntei se ele lembrava de como era nossa vida antes do nascimento da Ana Elisa. Ele disse que sim, e me quis saber o motivo da pergunta.
 
Eu, sinceramente, nem lembro muito bem. Sei que não tínhamos muito horário pras coisas, finais de semana eram dias pra acordar tarde, se alguém chamasse pra sair em plena quarta-feira nós nem pensávamos antes de aceitar o convite, jantar podia ser comida ou qualquer coisa que fosse comestível, e por aí vai.
 
Curtimos muito nosso período casal sem filho. E, logo que Ana nasceu, senti falta disso. Porque com criança tudo requer planejamento e levar uma tralha. Nada de uma bolsinha só com documento e celular. Nada de barzinho às nove da noite da terça. Nada dessas coisas.
 
Mas a gente se ajeita, se adapta, e aprende a curtir outras coisas, outros lugares, e se encontra como família. E, sinceramente, acho que nunca fomos tão unidos como agora. Porque pro negócio familiar funcionar, todos tem que colaborar. Papai, mamãe, filhinha. E, modéstia a parte, a gente fez funcionar muito bem. Ao nosso modo, errando e acertando, mas fez.
 
Nesse dia em que conversamos, no carro, ele me disse que gosta mais de agora. E, sinceramente, eu também. Nossa vida é mais corrida, mais programada, o dinheiro mais curto, mas os risos, os abraços e o amor que transborda não tem igual.
 
Por isso eu digo: casamento não é fácil, mas fica muito melhor quando trabalhado a 4 mãos.

 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Sozinha...

(Autoria desconhecida)


Ontem presenciei uma coisa que me deixou horrorizada, de queixo caído e querendo dar um murro na fuça de alguém denunciar ao Conselho Tutelar.
 
Como estava uma noite agradável, fomos ao parque. Um super parque, com muita gente fazendo de um tudo: caminhando, correndo, jogando futebol, jogando vôlei, mães passeando com seus bebês, crianças brincando, gente dando comida aos peixes do lago, marmanjos babando nos carrinhos de automodelismo (meu marido estava no meio, mas ele também pilota, não fica só babando...rs), e por aí vai.
 
O parque é gigaaaaante, bem iluminado e bem monitorado. Há guardas municipais passando o tempo todo, o que me deixa bem mais tranquila. Mas isso não quer dizer que estamos seguros, né. Talvez um pouco menos desprotegidos.
 
Pois bem. Enquanto o marido estava vendo os carrinhos, filhota e eu ficamos no parquinho. E assim que chegamos veio uma menininha, com aquela conversa tradicional das crianças: Oi, tudo bem? Qual seu nome? Quantos anos você tem? Quer brincar comigo?
 
Ana Elisa respondia tudo e olhava pra mim, como que pedindo permissão pra falar. Eu sorria e balançava a cabeça positivamente. A menina falou que estava brincando na lama, e eu falei que na lama a Ana não poderia ir (lama às oito e pouco da noite não rola), que elas poderiam brincar no parque. Ela disse que a mãe mandou que ela ficasse com seus brinquedos ali, na terra, e que não poderia sair. Então eu sugeri que a Ana Elisa brincasse nos brinquedos perto dela. Que dó.
 
E foi assim, entre um balanço e outro, um escorrega e outro, elas iam conversando. E eu também. Foi quando perguntei: Cadê a sua mãe?
 
De repente, não mais que de repente, ela me contou algo que me deixou de cabelos em pé:
 
"Ela está por aí, tia. Ela vem com o namorado pra correr. E eu fico aqui, brincando. Quando ela passa por aqui me dá tchau, e eu quero ir junto, mas não consigo correr tão rápido. Às vezes eu fico assustada e tento encontrar eles, mas não consigo nunca, e me perco. Daí alguém me acha e me leva no guarda. Uma vez eu vi o namorado dela passar e corri atrás, porque estava com medo, mas não consegui alcançar, porque ele corre muito rápido. Uma moça me achou e perguntou o que eu estava fazendo sozinha. E eu contei. E ela ficou comigo esperando minha mãe chegar."
 
Eu ainda estava digerindo tudo aquilo quando ela ouviu um latido e falou: Ah, esse latido é do cachorro da minha avó. Ela mora aqui perto, em frente do parque.
 
Peralá. Vamos por partes. Uma mãe, doida, irresponsável, sem juízo, que só pensa no próprio umbigo, resolve correr e leva a filha de 6, SEIS anos junto, e larga sozinha no parque. E a vó mora em frente! Como assim? Por que não deixa na casa da vó? Da onde tirou que essa criança tem maturidade pra ficar sozinha? Em que mundo ela vive? Não pensou nos perigos que essa criança está correndo ficando ali, sozinha? Da mesma forma que eu puxei conversa, poderia ser uma doida que trafica crianças. Será que ela nunca ouviu falar disso? Meu Deus do céu...
 
Daí a doida sem juízo, em quem eu queria dar um soco mãe chegou, e me olhou feio, porque eu estava perto da filha dela. Ha-ha. Ela deixa a guria sozinha e eu estou errada em ficar perto? Poderia ter levado a menina embora e estar a quilômetros de distância dali, baby. Logo em seguida o namorado chegou, e eu senti o sangue subir pela forma ríspida como falaram com a menina.
 
Peguei minha filha, me despedi da menina e saímos dali. Enquanto andávamos pelo parque, Ana me perguntou sobre aquela cena toda. E eu nem tinha muito o que explicar, como justificar. A mãe não era cuidadosa, ponto.
 
O que mais me angustia é saber que hoje ela estará lá novamente, sozinha, enquanto a madame se exercita. E que muitas outras meninas passam pela mesma situação...