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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Boa menina.

Estou numa fase boa menina.

Marquei todos os médicos que estou adiando há séculos: ginecologista, neurologista, dermatologista, cardiologista e endocrinologista.

(Bom, faltou o oftamologista, mas deixa eu achar meus óculos que marco... hehehe).

O saco é que pra tudo tem fila de espera.

Consulta? Só pra dezembro. Encaixe, raro acontecer.

Exames? Você pega a guia azul no médico, troca pela guia branca na central do plano. Com essa em mãos, liga na rede credenciada e agenda o exame.

Quanto tempo isso vai demorar? Xiiiiiiii, só Deus sabe.

É caso de vida ou morte? Problema seu, que é pobre e paga um plano furreca!

Ah, não tem plano? Melhor desistir, meu bem....

Bom, mas eu sou brasileira e não desisto nunca! Ou melhor, meu marido vai ficar no meu pé até eu fazer todos esses exames...rs.

P.S.: a foto de hoje pode parecer não ter nada a ver com o texto. Mas tem. Nesse dia eu fui tirar umas fotos numa trilha, caí, torci o pé e fiquei de molho. Daí: machucada, médicos, entenderam? -rs-

P.S.2: estou adorando os comentários! Devagarzinho vamos conquistar o mundo!!! =)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Filmes.

Eu aaaaaamo filmes.

E amo mais ainda assistí-los no cinema.

Mas, sabe cumé. O ingresso tá um absurdo, a pipoca mais ainda, então, com filha pequena em casa pra criar, a gente prioriza umas coisas. E cinema não é mais uma delas.

Só que sinto falta, muita falta mesmo. E estou tentando me atualizar vendo DVD´s em casa mesmo.

Alguns originais (obrigada Vi, por me emprestar alguns da sua imeeeeeeensa coleção), outros (a maioria...rs) genéricos (porque pirata é um termo muito feio).

O tio da minha amiguinha Carol me emprestou uns bem legais esses dias. Assisti em partes, enquanto Ana tirava um cochilo.

Hoje estava vasculhando a coleção do meu irmão. Já selecionei alguns que quero ver o quanto antes: Lolita, Agente 86, O Iluminado, e por aí vai.

Ah, e o mais engraçado de quem ama filmes. Não ligamos de assistir alguns títulos por uma dúzia de vezes. Exemplo disso é Dirty Dancing (até o exemplar ORIGINAL que eu adquiri numa dessas promoções das Lojas Americanas está gasto).

Você não conhece as promoções das Lojas Americanas? Vixi... Eu posso ficar horas vasculhando títulos e mais títulos, mesmo que não tenha um puto no bolso pra trazer um pra casa.

Bom, deixa Aninha sarar (ela está resfriadíssima, e lá se foi mais uma noite mal dormida) que assisto um da minha lista e volto pra contar!

P.S.: o último filme que vi no cinema foi Era do Gelo 3. E foi o primeiro filme na vida cinematográfica da Ana Elisa!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Filhos, filhos...



Pra que comprar um gatinho se tenho uma gatinha ronronando e passando pelas minhas pernas? -rs-


Brincadeiras a parte, é engraçado como os bebês reagem a algumas coisas.


Por exemplo. Minha guria tem um quarto só dela, todo forrado de EVA, toca de bolinhas, mil brinquedos, rádio, etc e tal.


Mas vocês acham que ela fica lá? Of course not...rs.


Quer dizer. Se eu sentar lá e ficar mostrando quão interessante é tudo aquilo, até fica. Mas caso contrário, nemapaujuvenal!


Acho que chegará uma idade em que o quarto será seu reino, onde gente estranha não entra. Mas por enquanto, prefere ficar no chão frio da sala do que lá.


E quando venho pro computador? Ah, não dá outra. Lá vai ela pra debaixo da mesa, ficar apoiada nas minhas pernas. Só que ela "ainda" cabe embaixo da mesa, logo logo já era!


Ah, e vocês lembram que falei que ela dorme bem na maioria das noites e que sexta foi o máximo? Pois é, ela quis me contrariar...rs. As últimas 2 noites foram terríveis, acordando milhões de vezes, ela nos chutando na cama (pois é, pra ter pelo menos bons cochilos só levando-a pra cama conosco), querendo farra.


Bom, mas nada é perfeito o tempo todo. E se fosse, seria chato demais!


Mas, criar essa "gatinha" está sendo uma aventura e tanto. E com prós e contras, amomuitotudoisso!!!


Lembrei de um poema de "Vinícius de Moraes" que traduz isso:


Poema Enjoadinho - Vinícius de MoraesFilhos... Filhos?


Melhor não tê-los!


Mas se não os temos


Como sabê-lo?


Se não os temos


Que de consulta


Quanto silêncio


Como os queremos!


Banho de mar


Diz que é um porrete...


Cônjuge voa


Transpõe o espaço


Engole água


Fica salgada


Se iodifica


Depois, que boa


Que morenaço


Que a esposa fica!


Resultado: filho.


E então começa


A aporrinhação:


Cocô está branco


Cocô está preto


Bebe amoníaco


Comeu botão.


Filhos? Filhos


Melhor não tê-los


Noites de insônia


Cãs prematuras


Prantos convulsos


Meu Deus, salvai-o!


Filhos são o demo


Melhor não tê-los...


Mas se não os temos


Como sabê-los?


Como saber


Que macieza


Nos seus cabelos


Que cheiro morno


Na sua carne


Que gosto doce


Na sua boca!


Chupam gilete


Bebem shampoo


Ateiam fogo


No quarteirão


Porém, que coisa


Que coisa louca


Que coisa linda


Que os filhos são!

domingo, 18 de outubro de 2009

Horário de verão.


Horário de verão.

Há quem goste, há quem deteste, mas como nada agrada a todos, ele está de volta.

Eu gosto. Tudo bem que acordar com o dia ainda escuro é ruim. Mas ter claridade até tarde me dá mais disposição, mais energia e vontade de aproveitar o dia até o finalzinho.

Claro que a gente pena um pouco nos primeiros dias, a adaptação não é fácil. Mas depois vai que vai, e quando ele termina fica saudade.

Então, desejo a todos uma excelente semana, e viva o horário de verão!
P.S.: Foto tirada da janela do quarto da Aninha. Adoro o entardecer!

sábado, 17 de outubro de 2009

Dorminhoca.



Quem tem filhos sabe o quão importante é uma boa noite de sono.

Ela é a quase a garantia de um dia tranquilo, com disposição.

Fui abençoada com uma guriazinha dorminhoca, grazadeus.

Claro, não é uma maravilha sempre, mas não tenho do que reclamar.

Desde que ela nasceu, seus cochilos diurnos não são grandes. Raramente passam de meia hora. E eu ficava pensando o que faria naquela meia hora. Tomaria banho? Lavaria a louça? Estenderia a roupa que estava na máquina? Simplesmente sentaria e assistiria um pouco de TV?

Pois bem, a meia hora passava e eu não tinha feito nada, decidindo o que fazer...rs. Mas a noite sempre dormiu bem. Com 1 mês de vida, ela já dormia direto, das 22:00h as 5:00 ou 6:00 da matina, direto!

Hoje, depois de muito custo e um trabalho árduo, ela tira um cochilo de uma hora antes do jantar. Mas isso somente durante a semana. Nos finais de semana ou quando estamos fora de casa durante a semana, o cochilo as vezes nem acontece.

Resultado? Uma criança caindo pelas tabelas logo as 8 da noite.

Mas, pensem numa mãe feliz. Essa fui eu essa noite.

Ficamos a tarde toda numa festa na escola. Foi o tempo de chegarmos em casa, dar um banho e um mamá e a menina já estava capotada. E isso foi antes das 20:00 h.

Quando isso acontece fico receosa, com medo que acorde de madrugada, choramingue, sei lá. Grazadeus estava enganada. A mocinha dormiu até as 8:30h de hoje!

Fala sério, sou ou não sou abençoada!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Hermano.

Na casa de mamis, sempre prezamos os momentos em família.

Mas, como em toda família moderna, esses momentos foram tornando-se cada vez mais difíceis.

Cada um com seu horário, uma correria danada. E depois que casei isso piorou, claro.

Então, quando temos um desses momentos, tentamos aproveitá-lo ao máximo!

Hoje almoçamos: mamis, hermano e eu.

(Só pra constar, almoço na mamis todo santo dia, mas raramente conseguimos reunir a trupe.)

Meu irmão é super antenado, culto, inteligente, manja muito de vários assuntos, enfim, um daqueles homens multimídias. Adoro saber sua opinião sobre tudo, embora nem sempre concorde...rs.

Contei que voltei a "blogar". Ele achou legal, visitou e me disse o seguinte:

"Nada de colocar foto de gatinho desejando bom final de semana e achar que isso é atualizar (quem fazia isso, pelamor? -rs-). E, agora que contou como soube da gravidez, falta contar que eu soube antes de todo mundo".

Ok, ok, você está certo. Vamos contar.


- 24 de dezembro de 2007. Véspera de Natal na minha casa.

"Mãe, sobe comigo e me ajuda e dar uns pontinhos no decote desse vestido? Não estou me sentindo a vontade, tá demais."

"Vou com vocês, Tata".

Mamis costurando, eu sem respirar pra não ser furada, Vi (Vinícius é o nome do meu irmão, graças ao Vinícius de Moraes, de quem mamis sempre foi fã, com direito a encontro casual na Bahia e tudo) solta:

"Tata, acho que você tá grávida. Sua barriga tá redonda, seu rosto tá diferente. Tá grávida sim."

"Magina, Vi. Impressão sua. Sou gordinha, a barriga sempre tá grande (rs)"

"Oooooooolha, sei o que tô falando. Outro dia a Agnes (amiga dele) não acreditou em mim quando disse que estava grávida, e eu estava certo"

"Ah Vi, deixa disso. Vamos descer que mamis já acabou a costurinha."


- Férias de verão, Long Beach Paulista (vulgo Praia Grande).

"Tata, agora olhando você tenho certeza. Você está grávida."

"Vi, pára com isso. Tô nada. Tenho cólicas, vai descer, que gravidez nada".

"Por que você não acredita em mim? Tá grávida sim! Agora o Elmo vai falar com o bebê: oi bebê!" (Ele imitava o Elmo do Vila Sésamo e falava pertinho da minha barriga. Eu não sabia se ria ou batia nele...rs).


- 28 de janeiro, dia da descoberta.

" Eu já sabia! Eu já sabia! Você não acreditava em mim, mas já tinha separado a plaquinha: Eu já sabia!"


E, desse dia em diante, passei a acreditar ainda mais nas palavras sábias do meu irmãozinho.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A descoberta

- Sábado, 26 de janeiro de 2008.


Estávamos na Praia Grande (litoral sul de SP). Fomos (marido, amiga e eu) visitar dois amigos nossos que moram em Santos.

Chegando lá, nos convidaram a conhecer um novo bar que inaugurara há pouco, bem ali pertinho. Claro que aceitamos.

Eu com uma vontade doida de comer carne. Eles olhando o cardápio. E eu falando: quero carne, anda logo, quero carne!

Tá bom, você venceu, batata frita, ops, carne.

E pra beber? Hum, quero uma Smirnoff Ice beeeeeem geladinha.

Desceu deliciosamente refrescante. E logo veio a carne. E logo virou tudo um bolo no estômago.


- Domingo, 27 de janeiro de 2008.


Minha nonna mora lá na Praia Grande. Então fomos lá almoçar: marido, amiga, prima e eu.

Fiz meu prato, cheio daquelas gostosuras que só nonnas sabem fazer. Mas na hora de comer... embrulho total do estômago. Não descia, nem água descia.

Resolvemos sair pra tomarmos um sorvete após o almoço. Só de pensar eu salivava. Mas na hora de comer... ânsia, enjôo, mal estar geral.

Pensei: essa TPM está me causando mais efeitos colaterais do que nunca! Estou com cólicas, fome horrenda, dores de cabeça, agora isso, e nada de descer!

(Estava tomando um remédio pra limpar os ovários. Depois disso, tomaria algo pra tentar engravidar. Mas não tinha a menor pressa).

A casa dos meus pais na praia é num condomínio (que sempre, desde que me conheço por gente, chamamos de "vila"). Ao chegar lá, fui a casa da minha vizinha de frente pedir um Eno.

"Elen, pelamor, me dá um Eno que não tô me aguentando de tanta ânsia. O mundo gira! Só de sentir cheiro de comida dá vontade de chamar o Hugo!"

"Tati, não vou te dar Eno nenhum. Vou te fazer um chá. Você tá grávida menina. Vai lá dentro, deita, que já já te levo."

"Grávida? Elen, cê tá doida? Tenho vários cistos no ovário, tô com cólicas menstruais, sem chance!"

"Vai pra dentro, toma o chá e depois a gente conversa".

A noite, conversando com meu marido e essa minha amiga (irmã, praticamente), me convenceram a fazer um teste de farmácia.

"Tá bom, eu faço, só pra dar negativo e vocês pararem de me encher o saco".

E lá fomos comprar. Mas, advertidos pelo farmacêutico, eu faria somente na segunda de manhã, em jejum.


- Segunda-feira, 28 de janeiro de 2008.

Meu marido voltaria pra poder trabalhar, e minha amiga iria junto.

Coloquei o celular pra despertar. Colhi o xixi num potinho e deixei o teste lá, enquanto ele entrou no banheiro, fez a barba, essas coisas.

Depois de 5 minutos eu, já impaciente, esmurro a porta:

"César, já passou o tempo. Vê aí que cor ficou."

Ele saiu com o teste na mão, pálido, perguntando:

"Duas listrinhas rosas é o quê?"

Eu, sem enxergar mais nada, pego a caixa do teste. Duas listras, positivo.

Vou pro quarto, onde estão minha prima e minha amiga sentadas esperando a notícia.

"Gente, tô grávida...!!!"

Elas comemorando, eu estática, meu marido sem saber o que fazer...rs.

Ele me pergunta o que quero fazer. Eu digo, na lata: "Só acredito com exame de sangue".

E lá vamos nós. Estava friozinho, embora fosse verão. Paramos num posto de gasolina pra saber onde havia um laboratório ali. Perto, ainda bem.

Chegamos a recepção, o enfermeiro, super simpático, prontamente nos atendeu.

Fomos à sala de coleta. Enquanto ele tentava achar minha veia, conversava. Acho que percebeu meu estado de choque e tentava me relaxar.

"Por que você está fazendo esse exame?"

"Olha, estou fazendo porque o teste de gravidez de farmácia deu positivo. Mas eu acho que não está certo. Tenho vários cistos no ovário, o médico disse que enfrentaria dificuldade pra engravidar. Então é só pra tirar a limpo mesmo."

Ao final da coleta, ele diz: "O resultado fica pronto no final da tarde. Pode passar pra pegar o laudo."

"FINAL DA TARDE????? Cê acha que eu aguento tudo isso? Vou ter um treco!"

Ele ri, e me diz que pode ver o resultado naquele momento, mas o laudo só no final da tarde mesmo.

Tudo bem, esperamos. Foram os minutos mais longos da minha vida (ainda mais longos do que aqueles do exame em casa). E lá vem ele, sorrindo: "Moça, seu cisto no ovário é um bebezinho! Parabéns!"

Eu sorri, agradeci e saímos dali. Quem já passou por isso sabe o turbilhão de pensamentos e sentimentos ao mesmo tempo. Não sabia se ria ou se chorava.

Meu marido me abraçou tão forte que tive certeza de que seríamos muito felizes, mais ainda do que fomos nos 6 anos de casamento que precederam aquele momento!