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sexta-feira, 16 de março de 2012

Revirando o baú.

(Escolhi essa pra ilustrar. Noite de queijo e vinho, sem pensar no amanhã)

Estava revirando o baú de recordações.

Mas, como estamos num mundo moderno, onde há quase mais computadores que pessoas, o baú na verdade eram Cd´s repletos de fotos.

Então mergulhei nelas todas... relembrei cada momento daqueles, com riqueza de detalhes... lembrei das músicas que marcaram cada fase daquelas... e me emocionei.

Senti saudades da época em que eu dançava, em que eu dava aulas de dança, em que eu participava de festivais de dança...

Senti saudades da época em que saíamos com amigos em plena terça-feira, sem preocupação com horário... Ou quando os amigos dormiam na nossa casa, que acabou virando o QG da turminha...

Senti saudades das risadas madrugada adentro, regada a muito vinho, ou batidas deliciosas...

Senti saudades da gravidez, de sentir os chutes, de ser paparicada por todos...

Senti saudades da Ana Elisa bebezica de tudo... de dar um cheiro naquele cangote e ela se encolher toda... de ver sua reação ao colocar os pezinhos no mar pela primeira vez...

Mas, saudades fazem parte da vida, e é uma coisa boa e saudável. O que não dá é pra ficar amarrando o passo, vivendo das recordações.

Sou o que sou pelas coisas que fiz, que vi, que li, que vivi... E sou feliz sendo quem sou hoje. Me divirto de forma diferente, mas não pior. Vejo meus amigos, curto minha família e sigo em frente.

Saudade sim, tristeza não!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Diferenças.



As pessoas tem reações diferentes ao conhecer minha pequena.

Há quem diga que ela é a minha cara.

Há quem diga que é a cara do papai.

Há quem diga que tem os olhos do pai e o sorriso da mãe.

Há quem diga que ela séria parece o pai, e sorrindo parece comigo.

E eu digo que ela é a cara do padeiro a cara dela e pronto!

Claro que ela tem traços meus, traços do pai, traços dos avós e parece um pouco com os primos. Afinal, há aquele tal de DNA, de genes e tals.

Mas, no fundo, no fundo, ela é a Ana Elisa, como só ela é. com seus olhos mansos de jabuticaba, com cabelos levemente encaracolados nas pontas, com bochechas fofas e rosadas e com o sorriso mais lindo que eu já vi! (tá, sou suspeita, tudo bem...rs)

O que interessa é que ela, desde sempre, aprende que as pessoas não são iguais. E que as diferenças são bacanas. E que não é a cor da pele, credo ou coisa que o valha que diferencia as pessoas, e sim seu caráter. Por enquanto, há pessoas legais ou chatas. E nisso ela já vai peneirando suas amizades.

Entenderam como a discussão vai muito mais além da aparência?

segunda-feira, 12 de março de 2012

Medida.



Por mais que os pais queiram um futuro brilhante para seus filhos, e invistam em atividades extras desde cedo, há limite para tudo.

Ana Elisa vai para a escola desde os 4 meses. Aos 2 anos, começou a fazer ballet. Aos 2 anos e meio, começou a fazer natação.

Esse ano, começará a fazer aulas de inglês na escola. E ano passado começou informática. Adora tudo isso, pois é tudo feito de uma forma lúdica.

Fico me policiando pra não sobrecarregar a menina de atividades, porque mesmo que goste delas, tudo isso cansa e é muita informação para um ser tão pequenino.

Vejo a agenda de muitas crianças por aí e me assusto. Mais que assusto, me preocupo. São aulas e mais aulas, além das aulas curriculares. Os pais querem que dominem outro idioma antes mesmo de serem alfabetizados no nosso idioma.

Qual o limite, qual a medida? Isso vai de cada pai e de cada mãe. Ainda melhor, do consenso entre eles. Analisando a criança, a forma como encara as atividades e como rende nelas. Só assim pra não exagerar na dose de informações.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Evidências.



10 evidências de que uma criança habita aquela casa:

1- o espelho do quarto fica sempre cheia de digitais pequeninas, assim como a mesa de vidro e o aparador;

2- o carro sempre tem um brinquedo perdido, e os bancos sempre tem farelo de biscoito;

3- ao lado da sua bolsa sempre há uma mochila rosa, de rodinhas;

4- seus sapatos vivem na sala, porque alguém o calçou para brincar de mamãe;

5- você liga a TV e sempre está no canal de desenhos;

6- seu banheiro tem um patinho de borracha;

7- as fotos dos porta-retratos, na maioria, não tem você;

8- a despensa não pode ficar sem suco, leite em pó e achocolatado;

9- sua geladeira está sempre abastecida de frutas e legumes (pouco, quase nenhum congelado);

10- as manhãs de domingo nunca foram tão divertidas. Embora descabelada, você nunca sorriu tanto!

quarta-feira, 7 de março de 2012

3 e meio.



Ontem Ana Elisa completou 3 anos e 6 meses. Adoro datas assim, redondinhas.
Puxa vida, o tempo passa, o tempo voa, e a poupança Bamerindus nem existe mais!
Juro que me assusto ao ver seu tamanhão, ao perceber a quantidade de coisas que fala (com eloquência) e que faz.
Toma banho "quase" sozinha, se enxuga "quase" sozinha, se troca "quase" sozinha, calça sozinha MESMO, inventa, brinca, ri, briga, me ajuda num monte de coisas e quer me ajudar num montão de outras que ainda não consegue, me tira do sério e, acima de tudo, me enche de amor.
Continuo achando a maternidade uma loucura, mas uma loucura viciante e maravilhosa! A gente descobre um amor que só cresce!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Voz e vez.

Me lembro quando eu era pequena, vira e mexe meus pais recebiam amigos em casa. Noutras vezes, nós íamos visitar os amigos deles. E todos eles tinham filhos, então a pequena Tatiane tinha companhia sempre...rs.

Nós brincávamos, eles conversavam, jantávamos, nós voltávamos a brincar, eles continuavam a conversa, nos despedíamos e íamos embora.

As crianças não ficavam de butuca na conversa dos adultos, e os adultos não ficavam resolvendo cada picuinha das crianças. Pra mim era tudo muito simples e fácil de entender.

Hoje em dia as crianças querem se meter em todas as conversas, e tudo elas reclamam para os adultos. Tu-do. Não digo isso só pela minha filha, mas por todas as crianças com as quais tenho contato. E, em 99,9% das vezes, eles já vem reclamando "miando". Sabem como é, aquela fala arrastada e cantada, irritante demais: "Ô manhêeeee.... o fulaaaaano me chamou de boooooba." Socorro!

Não acho que devemos regredir aos tempos dos nossos pais, onde adulto mandava e criança obedecia calada. Acho importante que saibam argumentar e descobrir seu lugar no mundo. Mas não concordo, igualmente, que eles se intrometam em assuntos que não são da alçada infantil.

E outra coisa que eu acho e que incentivo que minha filha faça. Picuinhas infantis devem ser resolvidas pelas crianças. Mãe não se mete (exceto se a briga for entre faixas etárias muuuuuito diferentes), porque depois as crianças ficam "de bem" e as mães ficam "de mal". É complexa a coisa.

Então é isso. Criança tem voz e vez, mas nem toda vez é delas. E ponto. =)

sexta-feira, 2 de março de 2012

Curtas- parte qual mesmo?

Fofurices da fofura.
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Na escola, conversando com a professora:

"Nossa, fiz meu nome sozinha! Minha mãe vai ficar tão feliz!"

No carro, comigo, a caminho de casa:

"E aí filha, o que fez de atividade hoje?"

"Fiz meu nome sozinha!"

"Nossa, que lindo filha! Parabéns! Mamãe tá muito feliz!"

Na escola, no outro dia:

"Não disse que minha mãe ia ficar feliz? Ela ficou mesmo"
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No carro, conversando com meu irmão.

"Então fui na colação de grau da Ana Elisa...."

Interrupção imediata:

"Minha? Mas eu não te vi lá!"

"Não, outra Ana Elisa, uma grande, com o mesmo nome que o seu"

"Ah tá, eu sou essa Ana Elisa, sou a vida da minha mãe"

É mesmo filha, você é minha vida!!!