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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Filhos crescem...


...Aquelas noites insones já fazem parte do passado.

Eles já não precisam de ajuda para realizar grande parte das tarefas diárias.

Eles exigem menos a nossa atenção.

Gradativamente, vão mudando de fase.

Começam a ter "Vida própria".

E nós? Como reagimos diante disso?

Damos "graças a Deus" e aproveitamos a recém adquirida e velha vida própria também?

Ou lamentamos e queremos que eles não tenham crescido?

O que vejo, cada vez mais, é que alguns pais acabam tratando os filhos aquém da idade para evitar, assim, que eles cresçam e alcem seus próprios vôos.

Mas eles vão crescer da mesma forma.

O que diferencia é a maturidade, ou não, que eles terão para lidar com os problemas que aumentam na mesma medida.

Não estaremos juntos a eles na escola quando algum amigo o magoar.

Não temos como protegê-los do mundo. E o mundo pode ser cruel.

Então, temos que prepará-los, da melhor forma possível, para que esse crescimento físico, mental, emocional, seja natural e gostoso.

Porque a vida pode ser dura. Mas é igualmente (ou ainda mais) deliciosa!

Beijos, bom final de semana!!!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Alalaô!

Eu amo Carnaval! Sempre amei, desde que me conheço por gente. Sempre fui de "pular" Carnaval.

Minha mãe me levava ao salão da igreja na matinê de Carnaval. O salão era dividido ao meio: crianças de 0 a 10 anos ficavam de um lado; acima de 11 iam para o outro lado.

No lado dos menores a diversão era basicamente recolher confete do chão para jogar novamente...rs. E eu fui lá durante algum tempo para fazer isso também, além de comer o pastel de queijo que era uma delícia...rs. Dançava, jogava confete, recolhia do chão, jogava de novo, dançava, pedia um pastel... E assim íamos.

No lado dos maiores a coisa era diferente. Os meninos faziam uma roda e dançavam parados. As meninas faziam uma outra roda, dentro daquela, e dançavam enquanto a roda girava. Deu pra entender? Se um menino gostasse de você, ele dava um jeito de mexer no seu cabelo, ou na sua mão, e se você quisesse dançar junto era só pegar na mão dele e seguir a roda que girava. E pronto. Era toda essa a paquera no alto dos meus 11 anos...rs.

Mas eu, amante de Carnaval, ia mais pra dançar mesmo! Não estava muito interessada em dançar com um menino. Confesso que até dancei, mas não era meu objetivo. 

Eu fui crescendo, os bailes no salão da igreja foram acabando, e eu migrei para as matinês do clube. Lá não tinha essa organização toda, mas era igualmente animado. 

Até que um dia minhas amigas me convidaram para o baile do clube a noite, das 23h às 4h. Eu pedi para minha mãe, implorei, prometi limpar a casa por um mês (sim, é verdade... hahaha), e ela acabou deixando. Ela levava a tropa toda (aliás ela sempre era a mãetorista da rodada a cada saída, e fazia com gosto. Isso dá um outro post), e meu pai buscava (e sim, sempre era ele também. Ambos vão pro céu...rs). E lá íamos nós dançar até o Sol raiar!

Então... comecei a namorar. Namoro sério. (Comecei a namorar aos 15 anos... pula essa parte...rs). E nos bailes os "meninos" não eram tão inocentes como na igreja. Eles atacavam mesmo. E eu só ia para dançar. E começou a não dar mais certo. Meu namorado (hoje marido) não é ciumento, mas pra tudo há limite. E paramos de frequentar.

Passamos anos sem pular Carnaval, viajávamos ou ficávamos em casa mesmo. E eu babando na televisão, doida pra estar na Avenida ou atrás de algum trio em Salvador. Em um ano, levamos minhas cunhadas para um baile e foi bem legal. E depois disso, fomos várias vezes com elas à matinê de outro clube. Momentos em que eu me acabava de dançar e podia aproveitar a festa que sempre gostei.

O tempo passou. As coisas mudaram. Casamos. Engravidei e tive minha princesa. E não é que a danadinha também gosta do ziriguidum telecoteco?!?! No começo, confesso que usava a menina como pretexto para frequentar as matinês e me acabava junto a outras mães na mesma condição....rs. Mas agora ela gosta pra valer! Dança, curte, conta os dias pra chegar! E eu me vejo muito nela, em mais esse gosto em comum.

Então, Carnaval batendo à porta, o que vocês farão? Gostam de pular? Eu vou ali levar minha companheira de folia na matinê e já volto! Beijos!

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Blogs.

Olá meus queridos dois leitores. É, eu sei... Digo e repito que virei com mais assiduidade escrever, e nunca cumpro minha promessa. Minha palavra não está valendo meio saco de alfafa...rs.

E hoje, nem sei bem porque, vim visitar os blogs que eu seguia há tantos anos. Blogs, em geral, que descobri na época em que fiquei grávida. Blogs sobre gestação, amamentação, cuidado com bebês e com crianças. Enfim, blogs do fantástico mundo da maternidade.

Ali aprendi muito. Claro que li muita bobagem também. Mas, peneirando aqui e ali, o saldo foi muito positivo. Muita gente bacana, numa situação parecida com a minha, que tinha algo a dizer. E eu, e mais inúmeras mães, acompanhando tudo.

Eis a minha surpresa... A maioria deles não é atualizado há anos! Sim, anos! (Nisso eu estou mais presente que elas...rs). E os que "sobraram", se modificaram totalmente! 

Claro, os filhos cresceram, as dúvidas mudaram, e os interesses também. Essas mães que ainda escrevem se aprofundaram em outros assuntos, seja viagem, decoração, medicina chinesa ou pura e simplesmente usam o blog para fazer propaganda e ganhar dinheiro. Ok, direito de cada um.

Eu sinto muito esse falecimento em massa dos blogs. Hoje em dia as pessoas utilizam os sites de relacionamento para abrirem seu coração (até demais) e o blog acabou perdendo sua finalidade e seu espaço.

Mas eu continuo adorando escrever! Com menos tempo. Com menos assuntos. Mas esse meu cantinho continuará aqui, firme e forte. Pelo menos até que permitam...rs.

Beijo, me liga!

sábado, 26 de setembro de 2015

Trintaesete!



Não sei o motivo, mas estava pensando nesse post e me veio uma música da Legião à cabeça:
 
"Perdi vinte em vinte e nove amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Me embriaguei morrendo vinte e nove vezes
Estou aprendendo a viver sem você
(Já que você não me quer mais)
Passei vinte e nove meses num navio
E vinte e nove dias na prisão
E aos vinte e nove, com o retorno de Saturno
Decidi começar a viver.
Quando você deixou de me amar
Aprendi a perdoar
E a pedir perdão.
(E vinte e nove anjos me saudaram
E tive vinte e nove amigos outra vez"
(Renato Russo)
 
Podemos dar às músicas nossa livre interpretação. Há histórias que contam em quais circunstâncias Renato escreveu essa. (Ficou curioso? Vá pesquisar...rs).
 
Mas, pra mim, ela tem um significado particular.
 
Envelhecer é muito mais que enrugar, que sentir mais dores, que perceber que o corpo já não responde na mesma velocidade, que não aguenta uma noitada e descobrir cabelos brancos.
 
Envelhecer é amadurecer, com todos os prós que isso também pode trazer.
 
Ganhamos amigos, perdemos amigos. Talvez por incompatibilidade de gênios, de agenda, por falta de amor... Afinal, todos amadurecemos. E isso nos torna um pouco mais inflexíveis em alguns aspectos, mas muito mais flexíveis em outros.
 
Morremos ao final de cada ciclo, aprendemos a cada tombo. Mas o importante é levantar, é renascer, é se reinventar e se redescobrir.
 
Ter os que amamos por perto se torna cada vez mais essencial. Família de sangue e de coração. Aprendemos a perdoar e a pedir perdão, a amar e sermos amados, a procurar e deixar que nos procurem, a trabalhar e delegar... Aprendemos cada dia um pouco, e notamos que esse montante de aprendizados nos faz olhar diferente pra vida.
 
Eu me sinto melhor hoje do que aos 20 anos. Ainda sou tímida, mas faço de conta que não sou. Os amigos de verdade ficaram, os outros se foram. Novos chegaram. A família está mais unida. A saúde está mais cuidada. Leio mais. Pratico mais exercícios. Estudo de forma melhor. Me dedico a trabalhos voluntários. Pratico minha fé dentro e fora da igreja. Procuro ser uma pessoa melhor.
 
Agrado a todos? Claro que não. Ninguém, nunca, conseguiu essa façanha. Mas me agrado mais comigo mesma. Entre altos e baixos, risos e choros, sou o que sou hoje. E gosto do que sou! Com meus inúmeros defeitos e contadas qualidades.
 
Só peço a Deus saúde, pois assim consigo aproveitar a vida e seguir meu caminho.
 
Parabéns pra mim!!! 37 com orgulho!!!

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

7!!!

Bolo meramente ilustrativo do aniversário da vovó...rs.

E eis que ela completou 7 anos. Puxa vida, 7 anos!!! Foi no dia 06/09.

Conforme o tempo passa, o amor aumenta. Eu não sei como isso é possível, mas é.

Me sinto uma boba saudosista. Sinto saudade de tudo. De cada fase, de vários momentos. E fico encantada com a menina que ela é.

Tantas qualidades, e seus defeitos. Afinal, somos feitos disso também. Ainda rolamos na cama e fazemos cócegas. Ainda faço alguns mimos. Porque ela cresceu, mas nem tanto assim. E para mãe eles nunca crescem.

Aliás, me pergunto se eu sempre ficarei assim, nostálgica, na época de aniversário. Será que quando ela tiver 20, 30 anos, eu ainda vou lembrar de como ela era quando bebê?

Essa é uma pergunta que só responderei mais pra frente. Hoje, meus olhos enchem d´água cada vez que penso nisso, que lembro, que falo. Mas não é tristeza, é saudade, é amor.

Ah, filha... Como seria a vida sem você? Com certeza, muito mais sem graça, sem cor. Sua risada é música para os meus ouvidos. O amor enche meu coração de uma forma que eu nunca pensei ser possível.

Agradeço a Deus pela sua vida, pela saúde, e peço que a conserve assim.

Parabéns, minha flor!

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Aqui de novo!

Engraçado. Eu fiquei tanto tempo sem escrever e, de repente, um monte de assuntos para partilhar aqui me passam pela cabeça. Pelamor!

Então, antes que vocês, dois leitores, me batam, vou me segurar e escrever só um pouquinho.

Achei legal mandar as curtas, que fazem um resuminho do que anda acontecendo.
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*Estávamos com a vovó, que disse:

- "Eu gosto de ir às missas em francês. Estou até aprendendo a cantar!".

- "Ah, vó... Então canta que eu quero ouvir."

- "Eu preciso de letra pra cantar, não dá assim."

E a vovó saiu pra resolver alguma coisa. Ela pegou o caderno, escreveu, escreveu... E quando a vovó voltou, ela entregou o caderno, com uma página cheia de letras aleatórias.

- " Pronto, vó. Você precisava de letra. Aí tem um monte!"

Mordo ou só dou risada?...rs.
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Nesse ano, muita coisa mudou.

Ela mudou de escola. Foi para o primeiro ano do ensino fundamental.

Com isso, suas responsabilidades aumentaram. E o cordão umbilical foi cortado mais um pouquinho.
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*Seu primeiro dentinho de leite caiu. Eu ajudei a tirar.

Mas os outros 2 ela tirou sozinha!
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* Ela já está lendo! (Eu já falei? Sério? Desculpem ser repetitiva, mas não me guento com isso!)
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* Ela faz aulas de dança do ventre comigo desde o ano passado.

Esse ano a professora a convidou a fazer um solo, num evento que fazemos entre as alunas e familiares.

É um evento menor, porque o outro é no teatro e tals.

Mas é um solo, poxa vida! Dançar sozinha, com todos olhando!

E acham que ela ficou em dúvida do que fazer? Que nada! Ela continua super decidida e aceitou!!!
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Então, por hoje fico por aqui. Volto logo com mais inutilidades!

Beijo, me liga!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Plantar e colher.



13/10/2009. Ana Elisa tinha 1 ano e 1 mês. Isso foi há 5 anos e 10 meses. E essa foi a data que comecei a escrever nesse pedacinho virtual.

Eu acho que a época dos bloggs já passou. Agora o povo mal liga o computador. Está tudo a palma da mão, nos celulares com acesso a Internet. Ninguém senta para ler sobre a vida alheia, muito menos sobre alguém que nem é famoso ou algo do tipo. Mas eu ainda gosto muitíssimo desse meu espacinho, e me emociono quando vejo quanta coisa linda registrei aqui. Então, mesmo que caindo em desuso, não abandono meu espacinho.

E por falar em registrar momentos, preciso contar algo aos meus dois leitores. Ana Elisa está lendo!!!

Claro que não é uma leitura corrida, sem engasgos. Mas ela já compreende o significado do que lê, e eu me encho de orgulho e felicidade!!!

E nessas férias de julho ela ganhou dois livrinhos, e está lendo-os sozinha!!! E entendendo!!! Eu, que sempre amei ler, fico imensamente feliz que esteja plantando a sementinha da leitura nela, e que ela esteja gostando e prosseguindo. Desejo, de coração, que ela seja uma grande leitora, que seja muito amiga dos livros, que viaje muito com eles, e que leia ainda mais do que eu!

Fora isso, dentre os avanços na alfabetização, ela brincou de forca. Sim, aquele joguinho onde tentamos adivinhar as letras que compõem determinada palavra e desenhamos um bonequinho que "morre" se erramos a palavra secreta, sabem? Pode parecer pouco, mas não é não. É difícil escolher uma palavra sozinha, pensar nas letras e colocá-las no lugar certo, sem poder perguntar nada pra ajudar.

Pequenos passos para a humanidade. Grandes passos para minha filha!

Por hoje é só, pessoal. Conforme der, volto pra contar mais. (Assim desejo).

Beijobeijo.