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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Radical é a mãe!


Semana de dia das mães, iupiiiiii!

Tá, a data foi criada pra aquecer o comércio, porque o cidadão que ignora todo apelo comercial da data e simplesmente não compra nada pra sua progenitora, é apedrejado em praça pública...rs.

Mas de verdade, sempre adorei a data. Houve um ano, acho que eu tinha uns 6 anos de idade, em que eu levantei mais cedo e preparei um café pra minha mãe, e levei na cama. Ela chorou! Hoje entendo o significado desse gesto pra uma mãe.

Pausa. Chega de embromation. Não foi sobre o cuti-cuti do dia das mães que vim falar hoje. É que fico lendo umas coisas aqui, e ali, concordo com umas e abomino outras.

Lembram que falei aqui que Ana não toma refrigerante, mas que há coisas que não tive como impedí-la de experimentar? Pois é, criança que vai pra escola vê o lanche dos outros e acaba beliscando, não tem jeito. E não acho o fim do mundo. Claro que não vou entupir minha filha de bala, de salgadinho ou de batata frita, mas de vez em quando não mata ninguém.

Nos preocupamos com a alimentação dela, é balanceada, inclusive as frutas estão presentes (ela detesta, mas dou de um jeito ou de outro), que acho que comer uma tranqueirazinha de vez em quando tudo bem.

Aí leio aquelas mães que são radicais: abominam fast food, refrigerantes, sucos prontos, embutidos, guloseimas em geral. E ainda mais: não deixam ouvir rádio, não deixam na TV aberta, não deixam usar roupa que não for de algodão. Pior: na gravidez, eram aquelas que criticavam a cesárea, o leite artificial, as roupas de lã, a chupeta, Funchicórea, remédio pra cólicas, e por aí vai.

Isso me irrita, e profundamente! Não vou colocar minha filha numa redoma de vidro, porque um dia ela vai sair e ver um mundo feio, sujo, onde nem tudo é tão limpo quanto chupeta fervida de hora em hora.

Não gosto que Ana veja programas violentos, nem que ouça músicas apelativas (Rebolation-tion), mas se estiver tocando por aí, que farei? Levo protetores auriculares ou fico cantando outra coisa em seus ouvidos? Peralá! Proteção tem limite, e isso não tem jeito.

Então, fico me perguntando, que tipo de mãe eu sou, você é, elas são? Do tipo que criam os filhos para o mundo ou que criam os filhos pra viverem como hermitões?

Pense nisso...

2 comentários:

Monica disse...

Tatitaaa! Concordo com vc! Afinal de contas, qdo. criança minha mãe "deixava" eu e meus irmãos comermos tranqueiras, assistir televisao, andar na chuva, etc, etc, com moderação é claro, mas acho até que ela era mais "legal" que eu rsssss. e hj estamos aqui todos sãos e felizes!!
Seu post me fez pensar mesmo nisso amiga!

Rose e Lisa disse...

amei o seu post e fico pensando nisso sempre, gosto tanto de lembrar da minha infancia, pq vou privar minha filha das mesmas coisas??? tá pica pau e chaves não agregaram nada na minha vida... rs...

tudo tem que ser balanceado né... nada de miojo e macarrão todo dia, mas o que custa dar uma vez por mês??? rs...


tudo com moderação é bom...

bjs e boa semana

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